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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pontos negativos do namoro

O namoro é como um carrinho de supermercado com a roda torta. As pessoas dizem que podem namorar e fazer o que quiserem e que, na hora “H”, o Espírito Santo irá ajudá-los. Isso é o mesmo que mandar alguém andar com um carrinho desalinhado num supermercado cheio de porcelanas e cristais caríssimos nas prateleiras. Vai acontecer um acidente! 
 
1. O namoro leva à intimidade, mas não necessariamente a um compromisso
 
Qual é a idéia principal na maioria dos namoros? Geralmente o namoro estimula a intimidade pela própria intimidade.
Em nossos dias, amor e romance passaram a ser aproveitados pelas pessoas apenas pelo seu valor de entretenimento. A intimidade sem compromisso desperta desejos – emocionais e físicos – que nenhum dos dois podem satisfazer se agirem corretamente.
Em 1Ts 4.6 a bíblia chama isso de “defraudar”, ou seja, roubar alguém ao criar expectativas, mas não satisfazendo o que foi prometido, “despertando uma fome que não podemos satisfazer justamente”.
Intimidade sem compromisso é semelhante à cobertura sem o bolo, pode ser gostoso, mas no final causa mal-estar.
 
2. O namoro tende a pular a fase da amizade
 
Quando você é amigo de alguém, você não se preocupa em ser outra pessoa que não você mesmo. Na amizade, você é o que é e pronto.
Quando você entra no namoro, usa máscaras. Depois dizem: “Não foi com esta pessoa que eu me casei. Ele não era assim antes.”
 
3. O namoro confunde relacionamento físico com amor
 
“É tão óbvio que nós nos amamos”, pensa alguém que prematuramente se relacionou intimamente. Mas será que isso é verdade?
A nossa cultura como um todo entende as palavras “amor” e “sexo” como sinônimo, mas isso não é necessariamente uma verdade.
 
4. O namoro isola o casal de outros relacionamentos
 
Quando nos envolvemos no namoro nem percebemos que, egoisticamente e de forma tola, nos privamos de outros relacionamentos, tais como pais, irmãos e amigos. Esse é um dos piores problemas do namoro.
Em Provérbios 15.22 diz: “Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros, há bom êxito.”
 
5. O namoro, em muitos casos, tira a atenção dos jovens adultos de sua principal responsabilidade, que é a de preparar-se para o futuro
 
Uma das tendências mais tristes do namoro é desviar os jovens adultos do desenvolvimento dos seus talentos e habilidades dadas por Deus. 
 
6. O namoro pode causar desgosto com o dom de permanecer solteiro dado por Deus
 
Penso que Deus vê a nossa paixão por relacionamento de curta duração da mesma maneira que uma criança que ganhou uma bicicleta novinha, mas prefere brincar com a caixa de papelão que embalava a bicicleta.
 
7. O namoro cria um ambiente artificial para avaliar o caráter de outra pessoa
 
O namoro cria um envolvimento artificial para duas pessoas interagirem. É necessário ver o outro nas situações reais da vida com familiares e amigos. Hábitos antigos são duros de matar

A importância dos relacionamentos

Em Mt 22.35 a 40, vemos que Deus valoriza os relacionamentos. Ele chega a resumir a Lei e os mandamentos em dois níveis de relacionamentos.
 
O Senhor está trazendo para nossa geração uma mudança de mentalidade em relação aos relacionamentos. Deus não está interessado em restringir e cercear nossos prazeres. Mas, se quisermos trilhar o caminho de Deus, precisamos compreender claramente onde está a porta de entrada, que é o amor.
 
Amar é escolher o melhor para o outro. O conceito correto do amor para o casamento é querer encontrar alguém para fazê-lo feliz. Quando você se casa pensando em alguém que irá fazê-lo feliz, você está se casando baseado no “amor” egoísta.
 
Vejamos a equação de Deus:
 
1. Se você se sente incompleto e acha que o casamento preencherá o seu vazio, a sua equação para o casamento será esta: ½ X 1 = ½.
 
2. Se você e seu noivo (a) se sentem vazios e insatisfeitos e creem que o casamento mudará isso, a sua equação será esta: ½ X ½ = ¼.
 
3. Se os dois são duas pessoas saudáveis e estão entrando no casamento para abençoar um ao outro, então a equação será: 1 X 1 = 1.
 
Depois de Deus, o seu encontro com o sexo oposto já foi, é, ou será um dos acontecimentos mais marcantes da sua vida.
 
Segundo estatísticas sobre casamentos, no Brasil 26% e nos EUA 70% dos casais se divorciam nos 10 primeiros anos. A Bíblia diz que é pelos frutos que se conhece uma árvore. Esses dados nos levam a uma conclusão: se os frutos estão podres é porque, na verdade, a árvore está podre.
 
No meio desse conceito, encontraremos outro pensamento que não é a vontade de Deus: “O namoro cristão”. Ele é apenas um ajuste do namoro mundano. O seu final é tão trágico e até pior do que o namoro mundano, pois muitos deles terminarão com uma gravidez indesejada.
 
É necessário que se entenda que tanto a fornicação quanto a santidade são caminhos que devem ser tomados e não apenas linhas divisórias que colocamos como limites para os relacionamentos.

O caminho maravilhoso de Deus

Alguém disse: “Diga-me com quem você anda e eu lhe direi quem você é”. Eu, porém, lhe digo: “Diga-me por onde anda e eu lhe direi para onde você irá.”
 
Os frutos do namoro são conhecidos. Aqueles que optam por esse caminho têm trocado uma “eternidade” de vida e paz com a esposa e a família por momentos de prazer no pecado.
 
Falando em sexo, precisamos dizer que esta é uma palavra que foi distorcida pelo diabo na nossa cabeça, mas que Deus quer renovar. Sexo é algo divino, santo e maravilhoso, porque foi criado por Deus.
 
O diabo simula ser um especialista em sexo, mas não é nem nunca foi. “Deus é um desmancha prazeres!”, alguns podem pensar. Esta é uma mentalidade mundana e diabólica sobre Deus. Deus não errou ao criar o sexo.
 
Muitas vezes, somos pressionados pela sociedade, pela família e pelos amigos para darmos provas da nossa sexualidade. “Deus os criou homem e mulher”. Não precisamos provar nada para ninguém porque já está escrito e isso é suficiente. Você não é homossexual. A verdade é o que está escrito na Palavra de Deus: “E DEUS OS FEZ HOMEM E MULHER.”
 
A paixão é o fogo que Deus criou para culminar no ato sexual. A atração sexual não é algo do diabo. Ela foi criada por Deus. O pecado, por sua vez, perverteu o dom da atração em lascívia.
 
Agora, é necessário esclarecer que o dom da atração está sujeito a nossa vontade e por isso ela deve estar sujeita à Palavra de Deus.
 
Em Jr 6.16 a Palavra nos fala dos caminhos eternos de Deus e das veredas antigas do Senhor. Deus tem o caminho sobremodo excelente para o romance: a corte.
 
Quando vamos falar desse assunto, a primeira coisa que vem à mente das pessoas é um conjunto de regras e leis dos ‘podes’ e ‘não podes’. Mas não estamos falando de regras, estamos falando de um caminho — o caminho eterno de Deus para os relacionamentos.
 
A corte não é uma regra, é o caminho de Deus para quem está cansado de sofrer e se decepcionar com o padrão mundano de relacionamento – o namoro.
 
Deus criou suas leis para o perfeito funcionamento da vida humana, na terra, nos céus, nos mares e no universo inteiro.
 
Ele jamais exigiu que o homem as seguisse. Ele nos fez com livre-arbítrio. É como a lei da gravidade, você pode obedecer ou não. Contudo, você sofrerá as conseqüências naturais da sua escolha.
 
Assim também é a “lei” de Deus para o romance. Se você não quer obedecê-la e prefere seguir a lei do namoro instituída pelo diabo, no mundo, você poderá continuar fazendo. Porém, você colherá as conseqüências de sua decisão. A proposta de Deus é um bom caminho, amável, seguro, próspero e deleitável.
 
Em Os 6.6 lemos: “O meu povo perece porque lhe falta conhecimento”. Mas o profeta Jeremias diz no capítulo 18 verso 12 que os homens “tropeçaram nos caminhos de Deus”. Mas por quê? Porque Jesus é a pedra angular para aqueles que o buscam, mas é pedra de tropeço para os que rejeitam os seus caminhos. Há caminhos que para o homem parecem ser bons, mas que, ao final, são caminhos de morte.
 
Nós somos uma geração ansiosa, do tipo fast food, que não suporta esperar. Muitos querem o caminho de Deus, mas não querem obedecer às leis de trânsito deste caminho. Ou seja, querem o resultado, mas não querem seguir as instruções.
 
A Bíblia fala que devemos observar quais são as veredas antigas de Deus. A palavra antiga não significa velha, mas eterna e sempre nova. Para cada área da nossa vida, existem princípios que Deus quer nos ensinar.
 
Eu fui um jovem que vivia no mundo. Não conhecia os caminhos de Deus - os prejuízos foram muitos. Deus teve que fazer um grande milagre nesta questão de ciúmes na minha vida. Porém, melhor do que obter um milagre é não precisar de um.

O amor que pensa

Precisamos avaliar: será que haveria alguma outra maneira, que não o namoro, de nos envolvermos romanticamente num relacionamento que leve ao casamento? Será que Deus nos reserva algo assim?Gostaria de falar sobre a sabedoria do amor. A Bíblia diz, em Fl 1:9-10: “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o dia de Cristo”.

Existe uma paráfrase que diz: “Aprenda a amar apropriadamente. Você precisa usar a cabeça e testar seus sentimentos, para que seu amor seja sincero e inteligente e não um sentimento exagerado.” É por causa das paixões exageradas que não existe inteligência funcionando para avaliar.

A Bíblia diz que, de tudo o que se deve guardar, o mais precioso é o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida.

 
No mundo, o namoro é um relacionamento de curto prazo, que visa somente à auto-satisfação, ou seja, o que importa é satisfazer os próprios desejos.
 
Eu lhe pergunto: será que a base do amor é fazer sexo com uma mulher, mesmo sabendo que irá ferir o seu coração e atrapalhando o relacionamento dela com Deus? Será que uma moça que se envolve com um rapaz apenas até o momento em que encontra um melhor também foi movida pelo amor? O amor inteligente vê lá na frente.
 
Além de glorificar a Deus no relacionamento, o amor consiste em servir e abençoar a pessoa amada. Quando descansamos no Senhor, podemos ter a alegria de desfrutar do tempo que Deus reservou pra cada um estar solteiro. Há tempo pra tudo na vida.
 
Para nós, santidade é muito mais do que não transar. A santidade deve fazer parte da sua mente, do seu coração, dos seus pensamentos e das suas atitudes.
 
Às vezes, nos preocupamos com a pressão dos amigos e das pessoas em ter que namorar. Mas quero lhe falar uma coisa. No dia do juízo, não é às pessoas que você terá que dar satisfação sobre quem arrebentou, com seus relacionamentos de curto prazo.

Fazendo a corte em pleno século 21

Amor sem beijinho, namoro sem amasso. A música que faz parte do repertório secular ganha forma e o namoro sem beijo e sem toque, mas cheio de galanteios substitui o tão famoso “ficar” entre os jovens.

Beijo-abraço-aperto-de-mão. Quem nunca brincou? A brincadeira sempre surge em grupos mistos de crianças que querem experimentar um pouco mais do outro. Uma criança com olhos vendados responde a uma outra criança que vai lhe perguntando “é esse?” e, ao dizer sim, a pergunta derradeira: “o que você quer dele?”. A brincadeira existe há décadas e já fez parte de retiros de adolescentes naqueles momentos “nada a fazer” em que um grupo mais “atiradinho” propõe o jogo, para desespero da liderança. Mas a brincadeira, nem tão infantil e nem tão inocente, pode estar com dias contados. Pelo menos no meio evangélico. Essa “iniciação”, muito perniciosa na opinião de alguns, está sendo trocada em muitas igrejas por orientação para crianças, pré-adolescentes e adolescentes, para que prefiram à corte ao namoro tradicional. Isso mesmo, em pleno século 21, jovens saudáveis, normais e com toda a carga cultural de iniciação sexual na adolescência estão fazendo a corte.

A corte vem ganhando adeptos quando um conceito de um namoro mais respeitoso não é mais acatado pela maioria dos jovens, sejam eles crentes ou não. O número daqueles que se casam por causa da gravidez é cada vez mais alto. O motivo? São vários. Pesquisas mostram que os brasileiros ocupam o segundo lugar no mundo entre os que perdem a virgindade mais cedo, com a idade média de 17,4 anos. Em primeiro lugar está a Áustria com 17,3. A pesquisa intitulada por The Face of Global Sex 2007 - First sex: an opportunity of a lifetime (Primeira relação sexual: uma oportunidade para toda a vida), foi realizada por um fabricante de preservativos, com 26 mil entrevistados em 26 países. Outro motivo é a pressão entre os próprios jovens, já que a maioria denuncia ter vergonha de assumir a sua virgindade, com receio de serem os únicos virgens do grupo. Há também falta de instrução, os pais têm cada vez menos tempo para se dedicarem aos filhos, seja para instruí-los na vida espiritual, emocional ou sexual. A igreja também leva parte dessa culpa, pois perdeu o controle sobre seus jovens. É nesse caos do século 21 que algumas comunidades estão se reerguendo para resgatar os antigos caminhos indicados na Bíblia Sagrada. Em meio a essa desordem moral, qual atitude os líderes deveriam tomar? E qual deveria ser o posicionamento dos jovens em relação ao namoro? Heber Brito e sua esposa Silvia, da Comunidade Bíblica Esperança, de Santo André, SP, encontraram uma solução após a leitura do livro “Corte X Namoro” escrito pelo Pr. Naor, da Igreja Videira, de Goiânia. “Este assunto nos impactou tanto que chegamos a nos lamentar de não termos conhecido essa visão bem antes, já na época do nosso namoro em 1978. Foi como uma chama que acendeu dentro de nossos corações, e sentimos que o Senhor estava querendo nos falar mais sobre este assunto. Então implantamos a visão da corte desde 2008”, diz Heber, que é pastor da comunidade e Bacharel em Teologia, pela Faculdade Teológica de São Paulo.

Príncipes e Princesas – A visão da Corte na Comunidade Bíblica tem fundamento no próprio significado da palavra, ou seja, eles vivem na corte do reino do Rei Jesus. “A palavra corte se pronuncia com a sílaba tônica “cor” como em corpo, tem o significado da residência do rei, a casa do rei. Corte envolve todas as pessoas que vivem neste lugar, como príncipes e princesas. A palavra também tem o significado de galanteio, tratar com lisonja, com atenção amorosa”, explica Heber. O lema dessa corte é “santidade” entre os jovens. Apesar de não se tratar de uma novidade, falar do assunto pode parecer antiquado. Essa pode ser uma sensação típica quando se perde a noção dos valores. “O relacionamento de santidade entre um homem e uma mulher, na verdade é uma “vereda antiga”, não no sentido de ultrapassado, mas um ensinamento que nasceu na eternidade, em Deus, e que foi transmitido ao homem como uma cerca de proteção para a família, que é o grande alvo de Deus”, diz o pastor. Segundo ele, o sexo restrito apenas ao casamento é um mecanismo de defesa que o Senhor criou para estabelecer a estrutura familiar em sua forma original, pois é por meio dos laços familiares que Deus revela a sua Palavra na terra. “A visão da ‘corte’ preserva os jovens em vários aspectos: fisicamente - das doenças sexualmente transmissíveis, da gravidez prematura; emocionalmente - da decadência moral, da banalização do sexo, dos sentimentos de rejeição, abandono e vulgaridade; e espiritualmente - da condenação do diabo”, afirma o teólogo. Mas o trato com os príncipes e as princesas do antigo reino, que estava contaminado com as práticas seculares não é tarefa fácil, já que nem todos querem aderir ao novo sistema. “Conversamos em primeiro lugar com nosso filho mais novo, o Gabriel, que a princípio ficou irritado com a possibilidade da ‘corte’ na Comunidade, e foi o primeiro a dizer: ‘Estou fora’. Depois falamos com os líderes e enfim com os jovens. Lembramos o rosto assustado e confuso deles quando falamos do assunto. Uns com uma cara de ‘ué’! Outros acenando com a cabeça que não! Outros com cara de espanto! E alguns muito bravos!”, lembra o casal ao tentar apresentar a nova idéia. “Ainda estamos implantando a visão na igreja. O processo é lento, e sentimos que ainda não alcançamos o resultado que esperávamos. Estamos trabalhando com os pais dos adolescentes, que é a faixa etária que mais se opõe à ‘corte’, porque estes meninos e meninas embora bem jovens, já foram conquistados pela mente mundana do ‘ficar’, beijar e até mesmo transar”, comenta Heber.

A nova visão é interessante, embora um tanto radical na opinião da psicoterapeuta e sexóloga Dulce Barros, 50 anos. “Essa é uma atitude que vai depender muito da crença de cada jovem, já que a nossa cultura está vinculada a valores mais abertos. Essa repressão já foi vista em outras épocas e não deu certo”, explica a sexóloga. Segundo ela, essa mudança acarretaria na falta de conhecimento um do outro. “Isso pode trazer conseqüências desagradáveis para o futuro do casal ao se deparar com problemas sexuais, como a situação de impotência, por exemplo”, afirma. Na opinião dela a relação necessita de um alicerce. “Eu concordo que é necessário resgatar alguns valores, os jovens precisam de mais conversa, entender o sentimento um do outro, não se trata só de satisfações fisiológicas. Por isso, eu acho que a nova visão não deveria ser tão radical, mas que encontrassem um meio termo”, pondera.

Cortejados – Seis casais da Comunidade Bíblica Esperança optaram pela corte, entre eles um casal de viúvos. As situações são variadas, mas a iniciativa é sempre do próprio casal. “João Jacaúna e Salete, ambos viúvos, procuraram os seus líderes de células para falar dos seus sentimentos, e logo após um período de oração e acompanhamento desses líderes, oficializaram a corte num culto. A alegria e a festa que a igreja fez naquela noite foi contagiante”, lembra Silvia. “Outro casal de jovens, Gustavo e Bianca, migraram do namoro para a corte, depois de um bom tempo em um relacionamento conforme os padrões do mundo. Hoje, eles são líderes em treinamento na rede de jovens Peniel”, comemora o pastor, que mesmo tendo um número ainda pequeno de adeptos ao novo padrão, conseguiu a simpatia do próprio filho, que no início negou a proposta. “O Gabriel também está fazendo a corte com a Gabriele há três meses, são líderes de célula da rede Peniel e têm projeto de casamento para o início de 2010”, diz o pai.

O sonho do pastor é possível, está se encaminhando através de alguns casais e em partes, até já se realizou. “Já tivemos um casamento em 17 de janeiro, de Caio e Ana Paula, após um período de 18 meses fazendo corte. O relacionamento teve início depois de uma forte confirmação nos corações do casal, passou por um processo de adequação, depois um rompimento e no final de 2008 procuraram os seus líderes para definitivamente concluírem a corte com uma celebração de noivado. Os pais, pastores e discipuladores participaram de todo o processo, ouvindo, orientando e orando até que eles chegassem ao casamento”, comenta Heber. O objetivo do novo padrão é que os jovens tenham uma vida de santidade, e se mantenham puros até o casamento, sem beijo e sem toques, mantendo um relacionamento de amizade, carinho e respeito. “No caso de Caio e Ana Paula tenho certeza de que isso aconteceu, pelo próprio testemunho deles, dos pais e dos discipuladores. A apreensão do casal era grande, pois nenhum dos dois havia tido alguma experiência sexual anterior, ao que recomendei um livro de Jaime Kemp O Ato Conjugal, que para eles foi de grande valia, pois o assunto principal desse livro é a primeira noite, além de outros assuntos”, diz o pastor. Heber e Silvia sabem que não é fácil para os jovens reconhecerem que é preciso mudar a situação atual, principalmente porque o conceito bíblico de virgindade como santidade a Deus, tem sido interpretado como uma simples questão cultural. O casal comenta que a liberdade sexual está tão avançada que é vista como uma evolução natural da raça humana pela maioria das pessoas e que os jovens pensam estar vencendo certos ‘tabus’, quando na verdade, estão perdendo a noção dos valores determinados pelo Criador. “Recentemente, ouvi uma conversa entre adolescentes, na rua, e eles travavam uma discussão sobre qual seria a opção sexual entre eles. Biblicamente falando, não existe essa opção, porque Deus fez homem e mulher, mas na mentalidade do homem moderno, ele decide o que bem quiser sobre todas as coisas, inclusive se ele quer ser ‘homem’ ou ‘mulher’. E hoje em dia, é até perigoso expressar a sua opinião sobre o assunto, correndo o risco de ser processado por discriminação”, alerta o teólogo. O sexo, além de banalizado, perdeu seu sentido primário, seus critérios e suas regras, principalmente depois que ganhou a mídia, perdendo também o bom senso. O mundo nos mostra que o sexo perdeu completamente a ligação com o afetivo, tomando um rumo que leva as pessoas a pensar somente em prazer, de uma forma egoísta. Mas, segundo o pastor, a nova visão da ‘corte’ mostra que há como resgatar a versão original do amor. “A Bíblia fala de sexo no casamento e ponto. Seja qual for o ritual que se praticava em seu contexto, seja no Novo ou Antigo Testamento, o sexo sempre estava relacionado ao casamento, e no meu entendimento a pureza sexual como um ensinamento que começou na eternidade, no coração de Deus, é muito mais que uma regra que Ele impôs ao homem, para mim, vai além da cerca de proteção à família”.

O PROPOSITO DE DEUS PARA NOSSAS VIDAS

Uma vez que Jesus se posicionou para cumprir a vontade do Pai, inimigos e situações precisaram ser vencidos por Ele (Mt 27.33-44). O cumprimento do propósito na vida de Jesus exigiu d’Ele uma atitude diante das oposições.

O grande propósito de Deus é Cristo sendo formado e expresso em nós, o Seu povo. Em Gn 1.26 e 2.3, vemos que a verdadeira obra de Deus é o homem conforme Sua imagem e semelhança. A palavra “obra”, em Gn 2.2, é “mala’kah” e significa “ocupação, trabalho, negócio, obra”. Ela deriva, porém, da raiz “mal’ak” que significa “mensageiro, representante, anjo”. Podemos concluir então que a “obra” que Deus concluiu e que O fez descansar é o homem à sua imagem e semelhança.

O apóstolo Paulo orava e buscava o propósito do Senhor na obra que realizava: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4.19). Da mesma maneira, hoje somos chamados a cooperar até que Cristo seja plenamente formado em nós. Esse é o grande propósito de Deus em nós, o que nos fará vencedores naquele dia.

Na passagem de Mateus 27.33-44, Cristo está para concluir a restauração do grande propósito de Deus na terra, que é ter novamente o homem à sua imagem e semelhança e abrir a porta para que todos os demais sigam o mesmo caminho. Como Cristo enfrentou as oposições para que o propósito do Pai se cumprisse n’Ele, nós temos que enfrentá-las também.

1. O preço de negar o alívio fácil (Mt 27.34)

Jesus não aceitou o anestésico, o vinagre com fel que ofereceram a Ele, porque estava decidido a pagar o preço de uma maneira absoluta. Se quisermos cumprir o propósito de Deus em nossas vidas, temos que nos dispor a fazê-lo de uma forma absoluta. Quem quer negociar nunca pagará o preço.

Você quer ser feliz, mas não quer fazer a vontade de Deus. Quer ter sucesso em sua vida sentimental, mas não quer romper o relacionamento com pessoas que não nasceram de novo ou que não têm temor de Deus. Quer ser feliz no casamento, mas se nega a lutar pela restauração do mesmo perdoando, orando e jejuando por seu cônjuge. Quer prosperar, mas não quer estudar, trabalhar, dar o dízimo e viver uma vida de generosidade. Você quer ser transformado à imagem e semelhança de Deus, mas se nega a ler a Bíblia, estudar a palavra, fazer o Cursão, o CTL, o Seminário. Você quer ver o Espírito Santo mover em todas as áreas de sua vida, mas se nega a tomar a sua cruz e permanecer nela, que é a chave da vitória.

2. O preço de ser exposto (Mt 27.35)

Jesus foi despido. Sua dignidade foi roubada e sua vida exposta. O preço do crescimento passa pela exposição da luz de Deus. Você nunca crescerá sem que primeiro conheça suas falhas e seja levado pelo Espírito Santo a um profundo arrependimento e clamor por mudança, a fim de se tornar o que Ele é. Somente depois que a luz foi criada em Gêneses, é que Deus pôde fazer as demais coisas, inclusive o homem. A luz nos expõe e nos leva ao vexame. As pessoas vão nos desprezar por saber a verdade sobre nós e nós mesmos ficaremos profundamente frustrados conosco, mas é ai que Jacó é transformado em Israel. Você nunca será um príncipe sem que antes descubra que é um sapo. 

3. O preço da acusação e zombaria (Mt 27.37)

Aquilo que cremos será o motivo da nossa acusação. Jesus foi acusado e zombado pela verdade que Ele cria e vivia. No momento em que assumimos definitivamente nossa identidade de filhos de Deus, tornamo-nos motivo de zombaria e acusação por nossos atos. Você nunca alcançará o propósito se não viver o que crê. Independente do que vai lhe acontecer ou do que os homens dirão, viva baseado no que você crê. 

4. O preço de ser comprado e rebaixado ao nível dos piores (Mt 27.38)

Jesus foi contado entre os malfeitores, foi crucificado entre dois ladrões. Escutamos muitas vezes: “Todo pastor é ladrão e todo crente é tapado e ignorante”. Nós crentes, somos tidos como o povo mais baixo, contado entre os piores. Você terá que optar por perdoar os ignorantes, arrogantes, soberbos e tolos que o criticam e olhar para sua identidade em Cristo ou, então, abandonar sua firme posição para ser aceito no meio em que vive. Talvez esse seja também o preço do isolamento.

5. O preço da identidade questionada (Mt 27.40)

Jesus foi questionado se era de fato o filho de Deus. Todos nós, em algum momento, seremos questionados pelos homens e pelos demônios a respeito da nossa identidade: “Parece que não está funcionando com você, você não está sendo abençoado. Será que realmente você é crente? Você tem certeza disso?” Nunca se esqueça que embora um bebê não consiga fazer a maioria esmagadora das coisas que seu pai pode executar tudo é apenas uma questão de tempo. Ele irá crescer e cada dia mais irá manifestar aquilo que seu pai é.

Suas falhas, seus erros, as críticas que as pessoas lhe fazem ou até mesmo suas tentações, não determinam sua identidade. O que de fato determina o que somos é o que está escrito na Palavra de Deus a nosso respeito. É apenas uma questão de tempo e nós seremos tal qual Ele é: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (1 João 3.2).  

6. O preço da posição questionada (Mt 27.42)

O inimigo sempre vai tentar colocar em cheque nossa autoridade para impedir que se cumpra em nós o propósito de Deus de exercermos domínio. Ainda que pareça grande demais, não olhe para Golias, ele certamente tombará, pois “maior é o que está em nós do que o que está no mundo”. Golias é grande demais para errarmos sua testa (Tg 4.7, Lc 10.19).

7. O preço da aliança questionada (Mt 27.43)

O inimigo sempre irá questionar o amor de Deus e Sua aliança para conosco. Se você duvidar do amor do Senhor, você ficará totalmente paralisado. De todas as vozes que falam com você, ouça apenas a que diz: “Esse é o meu filho amando em que eu tenho prazer.” De toda certeza que você precisa ter para prosseguir em direção ao propósito de Deus, a maior é a certeza de que você é amado pelo Senhor.

Nunca se esqueça: “não há nada que você possa fazer para Deus o amar mais, e não há nada que você possa fazer para Deus o amar menos, Ele simplesmente o ama.” Nenhum ser humano pode crescer sem ter a certeza de que é amado por seu pai. Você é amado de Deus, nunca mais duvide disso. Não é pelo que você é, pelo que você faz ou deixa de fazer, mas pelo que Ele é, pelo Seu infinito amor manifesto por nós naquela Cruz. 

8. Os três grupos que o inimigo vai usar

a. Os que iam passando: Eles representam o mundo em geral (Mt 27.39).
b. Os sacerdotes, escribas e anciãos: Eles representam os religiosos (Mt 27.41).
c. Os ladrões: Eles representam os inimigos (Mt 27.44).

Esses três grupos sempre se levantarão para nos tentar parar no processo de nos tornarmos semelhantes ao Altíssimo. Não ouça nenhuma dessas vozes, apenas ouça a voz que vem de Deus. 

9. A grande tentação

A grande e final tentação pela qual seremos desafiados é a de descermos da cruz e seguirmos nossos próprios pensamentos e desejos. Descer da Cruz é abandonar o plano de Deus para nossas vidas diante das dificuldades e, arrogantemente, seguirmos nossos próprios caminhos, que muitas vezes “parecem bons, mas no final são caminhos de morte”. Jesus expulsou demônios e resistiu a satanás durante todo o Seu ministério, mas foi na cruz que Ele o venceu completamente.

Nossa vitória está em não descermos jamais da cruz. Tomar a cruz é negarmos a nós mesmos, nosso eu, nossas próprias vontades e permitir que o Senhor reine soberanamente sobre nós. É viver segundo a natureza do céu, é perdoar quem nos ofendeu, andar a segunda milha e dar a outra face. É crucificar a carne e seus apetites caídos, a fim de caminharmos em santidade para a glória de Deus. A maior libertação que podemos receber em direção ao propósito de Deus para nós é a libertação de nós mesmos, a morte do nosso eu na cruz do calvário.

10. A resposta da vitória (Mt 27.50)

Ele Se entregou ao Pai. No momento em que desistimos de tentar nos mudar e nos entregamos ao Pai, a vitória nos é dada: “Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2.20).  

11. O Propósito se Cumpriu (Mt 27.51)

 O véu se rasgou, o caminho para Deus estava aberto. Hoje todos nós podemos entrar na presença do Pai livremente. Seu sangue está sobre nós. Para nós não há mais condenação ou culpa. Levante-se para correr em direção ao propósito de Deus na presença do Pai, jogue fora toda acusação e se lance aos pés do Senhor para Ele mesmo completar a boa obra que um dia começou em sua vida. 

12. O Resultado Imediato (Mt 27.52)

Se você der as respostas que o Senhor deu naquele dia, certamente um grande mover de Deus acontecerá em você e através de você. Quando cumprimos o propósito de Deus em nós, o resultado é um grande mover imediato da parte do Pai. Quando Cristo é expresso através de homens transformados, Sua Glória é manifesta e então a terra é tocada por um grande mover.

Corramos a carreira que nos está proposta! Que nada possa nos impedir de cumprir o propósito de Deus.

O HOMEM DE DEUS

Em 1Tm6:11, o apóstolo Paulo usa a expressão – “HOMEM DE DEUS” - dirigindo-se a um jovem chamado Timóteo. Timóteo talvez estivesse passando por muitas pressões e possivelmente era um jovem com muitas fragilidades, mas certamente elas não podiam impedir que ele fosse esse Homem de Deus. Paulo via a Timóteo como um Homem de Deus, um Radical Livre.

Muitas vezes entre nós gostamos de nos referirmos aos irmãos com essa expressão, sem no entanto compreende-la plenamente; mas são estes, os jovens HOMENS DE DEUS, que poderão trazer o mover de Deus na nossa geração, estabelecendo assim, a vontade de Deus na terra.

Nós temos um encargo da parte de Deus para trabalhar com os jovens e isso não tem nada a ver com ocupar os sábados a noite com reuniões e eventos agitados, a fim de impedir que jovens sem propósito na vida, voltem-se para o mundo. Definitivamente não fomos chamados para sermos apresentadores de um programa do tipo “NAMORO NA IGREJA” aos sábados a noite e muito menos do tipo “EMBALOS GOSPEL DE SÁBADO A NOITE”.
Não estamos atrás de agitação e sim de edificação, como Paulo diz aos coríntios (2Co11:2) queremos prometer a Deus a igreja, como noiva, sem ruga e sem mácula, a um único noivo, o nosso Senhor Jesus. E temos a consciência que igreja não se edifica com crianças na fé, mas com jovens que são HOMENS DE DEUS, Radicais Livres.

O nosso encargo ao vir trabalhar com os jovens é de levantar a próxima e talvez a última geração de Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres da era dos homens caídos e sem Deus no mundo. Honestamente, nós cremos, e temos todos os motivos e evidências, para crer que essa seja, possivelmente, a última geração antes da volta do Senhor.

Fomos chamados para levantar e cooperar para a formação dos jovens Radicais Livres, dos HOMENS DE DEUS, dessa geração do avivamento, que há de preparar o caminho do Senhor. Os “Joãos Batistas” que não vivem uma forma exterior de expressão espiritual, mas que são cheios de realidade no espírito e que manifestarão a glória de Deus aos homens dessa geração promíscua e pervertida; jovens santos, completamente separados para Ele, que conhecem a Deus em intimidade e realidade, não são inimigos da cruz de Cristo, antes a conhecem por revelação sabendo que nela está a vitória, jovens que aprenderam a tocar o Senhor em adoração, sensíveis a Ele, obedientes aos pais e os servindo em honra, vivendo em relacionamentos emocionais separados da fornicação do namoro e optando pela “CORTE”, jovens que não estão ociosos, antes trabalham e concluem seus estudos até a universidade, como testemunho aos pais, se tornando modelos para os mais novos e sendo sal naquele lugar, são fiéis, servindo ao Senhor como líderes na igreja, possuindo sólido fundamento na palavra e não se deixando ser levados por toda sorte de doutrinas judaizantes, que varrem as igrejas no nosso pais ensinando forma exteriores de adoração, exigindo que se guardem dias de sábado e a volta para Jerusalém esquecendo que o verdadeiro Israel de Deus é a igreja, (para esses, exorta-nos o apóstolo Paulo: “Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo” Cls2:16-17 NVI), jovens que conheçam o Senhor da palavra, jovens que são verdadeiros HOMENS DE DEUS.

Mas em fim quem é esse jovem homem de Deus? quantos são? Como devem ser? O que devem fazer? Você se julga ser?. Na carta a Timóteo obtemos essas respostas.
Paulo escreve a Timóteo como deve ser o caráter de um homem de Deus para que ele pudesse vencer – IITm2:2-6,15. Todos que querem ser homens de Deus devem ver e buscar tal caráter.

Caráter é o que somos quando estamos sozinhos. Os dons atraem os homens, mas o caráter atrai a Deus e estabelece quem somos no mundo espiritual. Deus trabalhará em nós para produzir um caráter aprovado e útil através de várias situações, lutas e guerras que travamos no nosso viver diário (rios, ventos e chuvas) – 1Co3:10-15, Mt7:24-27

Se formos para Deus, Ele trabalhará em nós e nos dará um caráter aprovado. O caráter move a Deus. Não temamos o enfraquecer, pois Deus tudo fará.
Para explicar, Paulo lança mão de Exemplos e nós queremos ver cada um deles (IITm2:2-6,15).

O primeiro que vemos é que esse homem de Deus deve ser um MESTRE FIEL, transmitindo com fidelidade e precisão o que recebeu (nem mais, nem menos), isso é simplicidade. Mas para sermos tal mestres duas coisas são essenciais: alimentar-nos com a palavra –Itm4:6 e seguir de perto os ensinamentos apostólicos, a prática da palavra – IITm3:10.

O Transmitir a homens fiéis fala de termos um zelo para com todos e negarmos a vida da alma, abandonando toda auto capacidade, as experiências antigas e o não querer aprender com outros (quem não pode aprender, não está apto para ensinar – enquanto estamos verdes podemos amadurecer, mas quando achamos que já estamos maduros, estamos prestes a apodrecer e cair). Quando somos cheios de nós, analisamos e ensinamos de acordo com nossos conceitos (errados), por isso, o homem de Deus deve abandonar opiniões e preferências pessoais, a fim de ensinar com imparcialidade.

Esse homem de Deus que ensina deve antes saber ouvir atentamente, ouvir a Deus no espírito, saber ouvir os irmãos, ouvir em oração – sem prevenção ou parcialidade; precisa ainda ser preciso no que transmite não sendo “evangelástico”, transformando sua igreja de 3.000 membros em quase 5.000, são sim, sim e não, não; e por fim, deve aprender a gastar muito tempo com a palavra (Watchman Nee lia o N. T. todas as semanas – você já leu a bíblia toda ao menos uma vez?)

O homem de Deus não é aquele que está passando conhecimento em uma sala de discipulado, antes, é aquele que tem o encargo e a consciência de que carrega dentro de si tesouros em Deus e foi chamado para transferir seu “DNA” espiritual à aqueles que o Senhor tem colocado ao seu lado.

O homem de Deus em segundo lugar é um BOM SOLDADO – IITm2:3, possui um caráter treinado, sabe o que é obediência e sobrevivência em qualquer situação, está apto para as duras provas. Para se tornar bom soldado, precisamos disposição para sofrer o “treinamento”, Paulo estava sofrendo e desafiou Timóteo a sofrer com ele.
A vida cristã não é um mar de rosas, nem tanto um mar de sofrimentos, somente quando é preciso – 1Pe1:6, e nos sofrimentos temos comunhão com o Senhor – Rm8:17, Fl 3:10. Paulo não procurava o sofrimento, mas se alegrava quando vinha, pois sabia dos resultados. Para sermos bons soldados, precisamos nos armar com a disposição mental para o sofrimento e então não desfaleceremos quando ele vier – IPe4:1.

Vimos que o homem de Deus não se envolve em negócios dessa vida – 1Tm2:4, esta tempo integral, mesmo que esteja trabalhando fora, está pronto a todo tempo, está desprendido de tudo – 1Co7:29-32 e não possui o coração sobrecarregado com as coisas dessa vida – Lc21:34. É como diz Paulo, está vivendo como se não vivesse, comprando como se nada possuísse... É possível estar trabalhando secularmente e servindo ao Senhor cheio do Espírito.

O motivo do viver desse jovem Homem de Deus é satisfazer aquele que o arregimentou – 2Tm2:4. Não vamos a guerra por prazer, mas por convocação; o responder satisfaz ao que o arregimentou, uns todavia, preferem satisfazer ao namorado, aos amigos, pais e irmãos ou a si mesmo. O homem de Deus, porém, vive para satisfazer ao seu Senhor – nisso está o seu galardão.

Vivemos a geração do evangelho voltado para satisfazer ao homem – “venha para Jesus!!! E fique rico, e isso e mais isso e mais isso, tudo para você, você e você”, nada de errada, mas nós porem fomos chamados para pregar o evangelho genuíno da cruz, que coloca o satisfazer ao Senhor que nos arregimentou antes de nós mesmos –

“Busque o reino de Deus em primeiro lugar e todas as outras coisas te serão acrescentadas...”.

Esse homem de Deus combate o bom combate – 1Tm6:12a, combate heresias, luta pelas verdades da palavra sem no entanto contender teologia – 2Tm2:24,25, conhece autoridade e submissão, pois não há bom soldado que não se submeta aos superiores; os Homem de Deus submete-se ao Senhor e aos irmãos, pois ele sabe que não há autoridade delegada, sem antes submissão praticada; ele é vigilante, vigia no espírito, por isso estará apto a ser arrebatado – Lc12:37-43.

Temos um caráter terrível – precisamos ir a Deus para sermos mudados.
Um terceiro aspecto do homem de Deus é que ele é um atleta vencedor (2Tm2:5) e isso nos fala de dedicação e treinamento, ele tem o seu caráter desenvolvido, treinado e exercitado.

Ele é treinado no falar da parte de Deus, não por causa da sua eloqüência, mas por que foi exercitado em Deus. O homem de Deus precisa exercitar e ser treinado no seu espírito. É aquele que segunda a palavra de Deus “tem as suas faculdades espirituais exercitadas para discernir não somente o bem mas também o mal”.
Sabemos que há dois tipos do exercitar (1Tm4:7-8), um físico e um espiritual, na piedade; o físico é bom, mas para pouco aproveita diz a bíblia, não significando porém que deveríamos nos relaxar nisso. Penso que o homem de Deus não deveria permitir ao seu corpo físico o relaxo e a indisciplina, porém, o negligenciar o exercitar da piedade é inadmissível.

Nós estabelecemos em Goiânia uma vez a cada dois meses uma reunião radical com 12 horas ininterruptas de duração, onde fazemos a leitura pública da palavra por uma hora, oramos por mais uma hora e adoramos pela terceira hora, e assim giramos até completar as 12 horas de avivamento; estamos ensinando o exercitar da piedade no espírito através da palavra, da oração, adoração e do jejum. Estamos trabalhando para formar vencedores, jovens que sejam HOMENS DE DEUS.

Como Paulo estamos correndo para ganhar o prêmio, alcançar a coroa (Fl3:13,14 e 1Co9:25-27), por isso temos a consciência da necessidade do domínio próprio de um atleta, que domina o corpo, tem dieta espiritual sadia, treinamento e descanso apropriado, porém nunca perdendo a visão do prêmio.
Corremos conforme as regras da palavra de Deus, porém temos a consciência que a nossa corrida é de “revezamento 4x100”, é em equipe, sabemos que não venceremos só, fomos chamados como um corpo (2Tm4:6-8).

Em 2Tm2:6, o homem de Deus é um “Lavrador que Trabalha” e como tal possui incansável dedicação no trabalho a terra, diligência e perseverança, esse é o quarto aspecto. São lavradores que trabalham a palavra, não sendo rasos no ensinar, mas aprenderam a escavar em Deus afim de serem achados aptos para servir comida sólida e não apenas leite.

Como lavrador, o homem de Deus é paciente e sabe esperar o tempo para a planta (o novo irmão) crescer, tem consciência de que isso não é automático. Todo lavrador é generoso no ofertar (2Co9:6,7), pois ele sabe que quem muito semeia, muito colherá. Está sempre atento, sabe que cada instante é perigoso: a chuva, o calor excessivo, a praga, tudo pode levar a colheita a se perder, por isso é necessário ao lavrador trabalhar dia e noite.

Nós somos a lavoura de Deus e como seus lavradores somos chamados a diligencia (Rm12:11). Servimos a Deus com zelo e fervor, vencemos a preguiça e a indolência (Pv26:13-15).Precisamos rejeitar nosso caráter preguiçoso para sermos lavradores que trabalham com zelo e diligência.
E por fim chegamos ao quinto e último aspecto do que deve ser o caráter de um jovem homem de Deus.

Ele deve ser um obreiro que não tem do que ser envergonhar (2Tm2:15)
Sua vida, seu casamento, escola, trabalho, dívidas e compromissos são irrepreensíveis, não há nada que o faça se envergonhar, seu testemunho natural é também positivo.

Paulo diz também que esse homem de Deus deve manejar bem a palavra da verdade, seu falar deve ser totalmente baseado na pura e reta palavra de Deus e não nas suas próprias interpretações ou em tradições humanas, a bíblia explica a bíblia. Ele evita conversas inúteis e profanas (2Tm2:16,17) que como câncer gradativamente se espalha para destruir o corpo.

Timóteo foi chamado de servo e apóstolo. O homem de Deus não é simplesmente um irmão que serve em uma cidade, é um servo de Deus, um enviado de Deus e serve às igrejas. Existimos para abençoar o corpo.
Não podemos ser subjetivos, que pensa e age à sua própria maneira, não dá ouvido a outros e nem ouve o que pensam, que julga tudo subjetivamente, analisa, decide e determina tudo sozinho, é independente.

O homem de Deus possui um caráter humilde e aceita a opinião dos outros. Pessoas subjetivas gostam de interferir nos problemas pessoais dos outros. Podemos emitir opiniões, mas não sejamos senhores dos outros, não decidimos por elas, nem controlamos suas vidas.
Paulo sempre recomendou cautela a Timóteo – 1Tm5:22
Para que sejamos jovens que não tem do que se envergonhar temos que considerar os tipos abrangidos nessa palavra:
  •  Mestre fiel
  •  Bom soldado
  •  Atleta coroado
  • Lavrador que trabalha

Se quisermos ter o caráter de Cristo, de homem de Deus, precisamos levar esses assuntos em oração diante do Senhor, meditar nessas coisas e colocá-las em prática.
Se quisermos ser aprovados como vencedores, não pode haver em nós nada que nos possa envergonhar

Essa palavra diz respeito a todos que servem ao Senhor, ninguém está excluído.
Se constantemente estivermos ponderando nessa palavra e permitindo que ela nos exponha e corrija, certamente seremos homens de Deus que não tem do que se envergonhar, jovens vencedores.

Avalie hoje sua vida e se coloque diante de Deus em humilhação, arrependimento e clamor, para que pelo seu Espírito, pela Sua palavra e circunstâncias Ele possa formar em nós o seu caráter.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Que é Igreja?

O Que é Igreja?

Muitas coisas são compreendidas de maneira errada ou equivocadas. Isso também acontece no caso da Igreja de Jesus Cristo. Por isso, talvez seja importante, antes de falarmos o que é igreja, esclarecermos o que a igreja não é:
1. Igreja não é clube – Por isso, sua programação não tem o objetivo de divertir, entreter e oferecer recreação ou paparicos aos sócios. A Igreja não é uma sociedade recreativa.  
2. Igreja não é associação – Assim, a igreja não possui sócios. Ela é composta de membros. O sócio paga mensalidade em troca de alguns benefícios. Igreja não cobra mensalidade, ela sobrevive das ofertas voluntárias oferecidas pelos membros de coração grato.
3. Igreja não é time – Por isso, na igreja não são apenas algumas pessoas que participam do jogo enquanto a maioria assiste a tudo de forma passiva. A igreja também não se resume a uma turma de amigos ou de pessoas de atividades ou classes semelhantes.
4. Igreja não é empresa – Por isso ela não está obrigada a desenvolver produtos ou programas para obter lucro ou mesmo gerar empregos e renda.
5. Igreja não é supermercado ou shopping center – Assim, igreja não é lugar para passar o tempo ou ir apenas buscar uma benção nova na prateleira espiritual.
6. Igreja não é casa de espetáculo – Por isso, igreja não é lugar onde procurar ou oferecer shows e apresentações bizarras com efeitos especiais.
7. Igreja não é prédio – O local onde um grupo de pessoas se reúne para louvar, adorar, comungar e ouvir a pregação da palavra de Deus não pode ser confundido com igreja. O templo físico é apenas um espaço onde parte da igreja se reúne.
A diferença básica é que para participar da maioria das entidades ou eventos acima, basta estar vivo, ter prestígio, talento ou dinheiro. Mas, a igreja é a comunhão daqueles que crêem e confessam o nome do Senhor Jesus Cristo. Fé, Cristo e Igreja estão intimamente relacionados. No  livro Meu Sonho de Igreja, o pastor Hartmut Weyel diz que “uma pessoa somente se torna alguém que crê quando passa a participar, pela fé, pelo arrependimento e renascimento, daquilo que foi dado à igreja, a saber, ser corpo de Cristo”.
A definição mais correta para a igreja é a Bíblica: Um corpo (Efésios 1. 22; 4. 15; 5. 23 e Colossenses 1. 18). Por isso, as pessoas que compõe a igreja não são associadas, empregadas, clientes ou espectadores, mas membros.
A igreja é o corpo de Cristo, onde Ele mesmo é a cabeça. Os crentes são os membros desse corpo. E, como membros, estamos sempre sujeitos à vontade da cabeça. Assim como não existe uma cabeça sem um corpo, também não pode existir um corpo sem uma cabeça.
Assim, a igreja pode apresentar características de tudo aquilo que o ser humano já conseguiu criar ou organizar, afinal, a igreja é composta por seres humanos, porém é única e diferente de tudo o que ele já produziu em seu mundo ganancioso e capitalista. Isso porque a igreja não surge primeiro com pessoas, mas ela existe porque Deus existe e a elege. O Espírito Santo é dado a igreja e o corpo de Cristo está presente antes da fé pessoal de cada indivíduo.
     E, se não podemos falar de igreja sem falar de Cristo e fé, cabe ainda lembrar as palavras do pastor Weyel: “Fé sem Cristo é incredulidade. Fé sem igreja é fé deturpada. Fé fora da igreja é supertição”. Ou seja, a igreja é a comunhão e o lugar de todos aqueles que crêem e confessam a Jesus Cristo como seu único e suficiente senhor e salvador. Numa sociedade onde a maioria das pessoas espera ser servida, a igreja precisa aprender sempre de novo com o seu Cabeça: “Pois nem mesmo o Filho do Homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Jesus Cristo (Marcos 10. 45).

domingo, 23 de janeiro de 2011

Jóias e pinturas - O que a Bíblia diz?

O USO DE JÓIAS, PINTURAS, ETC.
“Abstende-vos de toda aparência do mal” – I Tessalonicenses. 5:22
Introdução

O uso de jóias e pinturas tem sido defendido por muitos indivíduos e comunidades religiosas por considerarem que o assunto não merece séria atenção.

Talvez esta indiferença se deve, em grande parte, ao desejo de não incomodar grupos e pessoas. Essa não é a postura bíblica ou a orientação profética recebida pela igreja. O assunto é importante e envolve mais do que as opiniões de um grupo em particular.

O tema também não deve ser tratado com soluções “diplomáticas” construídas com opiniões pessoais que anulam os princípios que se encontram na Palavra de Deus. Nesta questão, como em qualquer outra relativa à nossa vida cristã precisamos estar certos dos significados mais elevados e claros da Bíblia. Não adianta procurar desculpas para praticar um “pouquinho” do que a Bíblia proíbe, o que se constitui, de qualquer forma, uma transgressão. Entender a praticar a vontade de Deus é realmente o que importa. Se o amamos nada será caro demais para ser abandonado uma vez que essa é Sua vontade.

Interpretação dos textos mais usados

Examinemos algumas referências bíblicas e do Espírito de Profecia e veremos que este assunto não é irrelevante como alguns querem fazer parecer; muitos citando até cenas bíblicas para defenderem o uso de jóias, bijuterias, pinturas, etc.
Por exemplo, a Bíblia registra em Ezequiel capítulo 16 uma cena curiosa: Jerusalém é retratada como uma jovem mulher (verso 2) que Deus toma como esposa e a veste com o melhor padrão dentro dos costumes orientais daqueles tempos.

“Te ataviei com adornos e pus braceletes em teus braços e colar em teu pescoço. Pus jóias em teu nariz e pendente em tuas orelhas e um formoso diadema em tua cabeça. Assim foste adornada de ouro e prata e teu vestido era de linho fino, seda e bordados”. (versos 11-13).
“Tomastes, assim mesmo, tuas formosas jóias de ouro e prata que eu te havia dado e fizestes imagens de homens e fornicastes com elas”. (verso 17).
A explicação do Comentário Bíblico Adventista sobre estas passagens é a seguinte:
“Deve encontrar-se nestas passagens permissão para usar tais adornos hoje? Acaso não foi Deus mesmo quem adornou com tanta profusão a jovem? Deve responder-se de forma negativa. (01) Em primeiro lugar, trata-se de um caso figurado cujas imagens são tomadas dos costumes da época. Um caso similar é o emprego de Jesus na parábola do rico e Lázaro, baseada numa doutrina totalmente falsa do estado dos mortos (vide Parábola de Jesus 263 a 267). (2) Ademais, o que em tempos de menos luz se sancionou ou pelo menos se permitiu, com freqüência não se sancionou no período evangélico, devido à sua maior luz. Exemplo disso são as poligamias e o divórcio fácil. (Deut. 14:26). (3) Em I Timóteo 2:9-10 e I Pedro 3:3-4 fala-se contra o uso de jóias e contra que as mulheres cristãs se adornem com elas e vestimentas custosas.” (CBASD, Ez. 16:12)

Trata-se, portanto, de um relato simbólico, que lança mão de um recurso didático em voga naqueles dias: falar ao povo em sua própria linguagem e terreno.

A relação adorno apostasia é freqüente na Bíblia:

1 – Em Ezequiel 23:38-43 – Também um relato simbólico, o povo de Deus aparece como duas mulheres que profanaram o Sábado, idolatraram, chamaram amantes e por eles pintaram os olhos e colocaram enfeites; os beberrões do deserto lhes deram braceletes e diademas e elas adulteraram.
2 – Em Isaías 3:16 a 26 – Aqui esclarece o Comentário Bíblico Adventista: “Em nenhuma outra passagem bíblica pode se encontrar uma descrição tão detalhada da corrupção feminina. Se descreve as mulheres do tempo de Isaías tais quais eram: vãs, arrogantes, altivas, orgulhosas, mais interessadas em si mesmas do que no Senhor ou nas necessidades dos que estavam ao redor.
O capítulo é dedicado a advertir a apostasia de Judá e Jerusalém. Não se pode ler o capítulo sem entender a ligação simbólica dos adornos vãos com a apostasia. O Senhor iria ferir o ponto mais forte do pecado.

3 – Oséias 2:13 – Deus diz a origem dos enfeites para o seu povo apóstata: “Pendentes de Baal e suas gargantilhas”.

4 – II Reis 9:30 – Jezabel, a apóstata, pintou os olhos e se adornou para seduzir.
5 – Em Gênesis 35: 1 a 5 – encontramos um exemplo literal de como o abandono dos enfeites e da idolatria se relaciona com a reconsagração a Deus. A atitude dos filhos de Jacó deixando os ídolos e argolas é explicada em Patriarcas e Profetas pág. 205 e 206: “Decidiu (Jacó) que antes de ir a esse lugar sagrado (Betel) sua casa deveria estar livre da contaminação da idolatria.
(...) seus filhos também foram tocados por um poder que os constrangia; (...) então deram a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham em suas mãos e as arrecadas que estavam em suas orelhas...

O Comentário Bíblico Adventista declara o seguinte:
“Indubitavelmente criam que a eliminação dos deuses estranhos e de todos os adornos perturbadores era necessária, se Deus havia de ser sinceramente adorado.”
6 – I Timóteo 2:9-10 – Faz recomendação direta de modéstia e simplicidade.
“Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestido preciosos, mas (como convém as mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.”
Jesus Cristo é a nossa Pérola de grande preço. Seu caráter nossa riqueza e adorno.
Para o mundo não é assim:

“Os pecadores acham-se entregues a um engano tremendo. Desprezam e rejeitam o Salvador. Não reconhecem o valor da Pérola que lhes é oferecido, e lançam-na fora, só voltando ao seu Salvador insulto e escárnio. Muitas mulheres cobrem-se de anéis e braceletes, julgando atrair admiração, mas recusa-se a aceitar a Pérola de alto preço, que lhe asseguraria santificação honra e riquezas eternas. Que vaidade possui o pensamento de muitos! Ficam mais encantados com ninharias terrenas, que brilham e cintilam, do que com a coroa de vida imortal, a qual é a recompensa divina da lealdade.” I ME, 400
A fuga do plano ideal de Deus no que tange ao adorno exterior, tem sido para muitos motivada pela franca rejeição dos ensinos de Jesus em Sua Palavra, tais pessoas tem sido motivo de escândalo na igreja e influência negativa no lar.
“Se fordes condescendentes com vossos filhos, satisfazendo os seus desejos egoístas; se neles animardes o amor do vestuário e desenvolverdes a vaidade e o orgulho, fareis uma obra que decepcionará a Jesus, que por sua redenção pagou infinito preço. Deseja ele que os filhos o sirvam com afeição indivisa.” I ME, 319
07- O apóstolo Pedro (I Pedro 3:1-5) diz que o comportamento simples das mulheres cristãs concorre para a conversão de maridos descrentes. O apóstolo prossegue com clareza:
“O enfeite deles não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos.” (verso 3)
Paulo fala de pudor (I Tim. 2:9, 10) uma referência às roupas decentes, advertências aliás, muito apropriada para as roupas curtas, justas, transparentes e decotadas que infelizmente alguns exibem até na igreja de Deus.
Mais textos inspirados
“Deus quer alguma coisa em retribuição desse grande sacrifício que por vós fez. Quer sejais cristãos, não meramente em nome mas também no vestuário e na conversação. Quer que fiqueis satisfeitos com o trajar-se modestamente, não com tufos e penas e enfeites desnecessários. Que vos torneis atrativos pela maneira que o céu possa aprovar. Decepcioná-lo-eis em sua expectativa, queridos jovens?” M. Jovens, 346.

“Queridos jovens, vossa disposição para vestir-vos conforme a moda, usando, para satisfazer a vaidade, ouro e coisas artificiais, não recomenda aos outros a religião nem a verdade que professais. As pessoas discretas considerarão vosso desejo de vos enfeitardes como prova de possuís mente débil e coração vaidoso. O vestido simples e despretensioso será uma recomendação para minhas jovens irmãs.” M. J. 348.
Aos filhos deve, desde cedo ser ensinada esta lição de modéstia:
“Cedo pode (o pai) levá-los a compreender que Deus quer que os filhos sejam adornados, não com exterioridades artificiais, mas com a beleza do caráter, as graças da bondade e afeição, que farão seus corações exultarem de gozo e felicidade.” Lar Adventista, 223
Posição oficial da igreja
A Revista Adventista de Outubro de 87 da semana de oração traz à pág. 8 a seguinte declaração do Pr. Neal Wilson como presidente da Associação Geral, e que expressa bem a posição histórica e oficial da igreja:

“Se a habitação do Espírito santo é importante para nós, cultivaremos o ornamento de um espírito manso, em lugar de ornamentos de ouro e prata (jóias) brincos, pulseiras, colares e outras criações humanas cujo o propósito é atrair atenção para o eu e não para Cristo.”
Essa mesma posição pode ser encontrada no Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia (CPB, 2000, págs. 168, 169).
Também declara o livro Testemunhos Seletos, I, pág. 350:
“Trajar-se com simplicidade, e abster-se de ostentação de jóias e ornamentos de toda espécie, está em harmonia com nossa fé.”
A igreja cristã primitiva
Em seu livro história da Civilização, Will Durant registra a oposição da igreja cristã às práticas pagãs:

“As mulheres evitavam cosméticos e jóias e sobretudo cabelos postiços.” Op. Cit. P. 74 tomo I.
“A igreja proibiu aos seus fiéis a freqüência aos teatros e circos e também que tomassem parte nas atividades pagãs.”
Eram condenados a avareza, a desonestidade, o rouge, os cabelos tingidos, as pálpebras pintadas, a bebedeira, o adultério, etc. Idem tomo II págs. 200, 270, 277.
É claro que o bom gosto, asseio, combinação de cores agasalhamento dos membros e beleza, devem integrar o porte feminino, mas a mulher , não lançará mão de artigos que distinguem descrentes e que Deus condena.

Tertuliano, um dos pioneiros do cristianismo apostólico e que viveu no 4º séc. A.D. escreveu:
“Vesti-vos com a seda da honestidade, com o linho fino da santidade e com a púrpura da castidade. Assim adornadas Deus será vosso amigo.”
Em nossas igrejas, espera-se que não se faça o uso de jóias, brincos, colares, pulseiras, pinturas diversas e batons, e outro adereços mundanos.
Conclusão

Portanto, ao considerar os textos bíblicos vemos que o uso de jóias era um costume no Antigo Testamento mas que não refletia a vontade de Deus para seu povo no que se refere à simplicidade e modéstia, da mesma forma que a tolerância de Deus com o divórcio e a poligamia não significam a aprovação de Deus a tais práticas.

A Bíblia menciona o uso de jóias em passagens simbólicas que, se entendidas em seu contexto, em última análise, não sancionam o uso de jóias.

Passagens inúmeras da orientação profética para a IASD desaprovam o uso de jóias e pinturas bem como o faz o Manual da Igreja.

A igreja primitiva também mantinha essa posição de modéstia evitando jóias e pinturas, como demonstrado pelas referências históricas acima.

O testemunho cristão é parte integrante da vida espiritual e qualquer jóia ou pintura, ou qualquer outra coisa que dê aparência do mal ou cause escândalo precisa ser evitado pelos que, sem reservas, querem servir a Deus. (I Tess. 5:22 e Rom 14:13, 21).

Resumo
Os enfeites exteriores tipo jóias, enfeites, argolas, colares, pinturas etc., devem ser evitados e abandonados porque:
1- Tem origem, envolvimento e influência predominantemente mundanos.
2- Porque representam erradamente a simplicidade do evangelho. M.J. 348 – I Tim. 2:9,10.
3- Pessoas discretas duvidam do nosso equilíbrio e conversão. M.J. 348.
4- Deus quer que trajemos sem jóias e adornos artificiais. II Pedro 3:1-5; M.J. 348.
5- Dinheiro de jóias é melhor empregado em caridade. M.J. 351.
6- O despojamento da idolatria dos enfeites exteriores evidencia e promove a reconsagração a Deus. Gên. 35:1-5.
7- Não recomenda nossa religião nem a verdade. M.J. 348.
8- Torna-se inútil perder tempo em enfeites enfeitar-se. M.J. 356.
9- Exemplos bíblicos se opõem ao uso de jóias.

Para meditar:
a) “...rendas, ouro e coisas artificiais não recomendam aos outros a religião que professais.”M.J. 348.
b) “Os cristãos não devem enfeitar o corpo com vestidos custosos e adornos preciosos. M.J. 58”.
c) “O enfeite delas não seja o exterior...” I Pedro. 3:3.


Bibliografia

1- Champlim, Russel – “O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo.”
2- Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia – castelhano.
3- CPB – Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 2000.
4- Revista Adventista – Semana de Oração – Out. 87 p. 8.
5- White, Ellen G. – Patriarcas e Profetas.
6- ------------------- - Parábolas de Jesus.
7- ------------------- - Mensagens Escolhidas Vol. I.
8- ------------------- - Mensagens aos jovens.
9- ------------------- - O Lar Adventista.


O Vinho na Bíblia

Suicídio

INTRODUÇÃO
Este trabalho tem por finalidade dar-nos uma noção de como devemos tratar pessoas com tendências suicidas, falaremos sobre a definição do suicídio, traremos as causas e algumas pesquisas.
Teremos também exemplos de suicídio na Bíblia, e veremos uma declaração do Espírito de profecia.
E a parte final traremos como ajudar e aconselhar pessoas com tendências suicidas.

CAPÍTULO I
DEFINIÇÃO
Suicídio: Ato ou efeito de suicidar-se; desgraça ou ruína procurada de livre vontade ou por falta de discernimento.
Suicidar-se – dar a morte a si próprio.
A palavra suicídio vem do latin e esta composta por sui, si mesmo e cídio, morte, do verbo coedere, ceder, matar. Etimologicamente significa ‘dar morte a si mesmo’.
Na literatura foi introduzida pelo Abade Des Fontaines no término de 1737.2
Temos aqui então o que os dicionários dizem sobre o significado da palavra.

CAUSAS DO SUICIDIO
Acreditava-se antigamente que as idéias de suicídio eram devidas a perturbações funcionais e lesões do cérebro. Esse conceito evoluiu com o decorrer do tempo e hoje acredita-se que a tendência ao suicídio é o resultado de alterações da consciência e o suicida um anormal psíquico. O suicídio – disse Janet – é uma memória mórbida de reação de reação ao fracasso.

Alguns psiquiatras defendem a tese segundo a qual a maioria dos suicidas pertence ao tipo de personalidade deprimida, que não possui em si os cursos necessários para superar os obstáculos e frustrações que a vida lhe apresenta. Desta sorte, o suicida não busca a morte, mas foge da vida. Esses psiquiatras acreditam que a tendência ao suicídio seja uma predisposição herdada”.

A impulsão ao suicídio ora é súbita, ora resulta de um processo lento e progressivo. Nesses casos, o doente tem plena consciência do que se passa com ele.

Muita literatura se tem feito a custa de pobres criaturas que, cegas pelo desespero e cedendo a um impulso mais forte mais forte do que o próprio instinto de conservação mergulham na morte. A verdade porém é que ninguém sabe, ao certo, o que se passou com elas, pois do mundo de sombras para onde foram voluntariamente, ninguém volta para se explicar.

Para o escritor J. Wolfer o melhor conceito da causa do suicídio é de Maurice Fleury quando disse que “a principal causa dos suicídios são as crises de angústia”. Segundo ele, a única condição necessária ao suicídio é o estado de angústia, ou seja, a suprema exaltação da emotividade humana.
A depressão clínica e outras enfermidades mentais. Mais de 60 por cento de todas as pessoas que se suicidam sofrem de depressão grave. Sem incluir as pessoas deprimidas que abusam do álcool, a cifra aumenta para 75 por cento. Caso todas as pessoas que se suicidam sofrem de algum desajuste mental diagnosticável ou padecendo pelo abuso de alguma substancia, de ambas desordens. O abuso do álcool e outras substâncias. O alcoolismo é um fator que aparece em 30 por cinto de todos os suicídios que se cometem.

Os eventos adversos da vida. Tais eventos podem ser: sofrer uma confusão acerca da própria identidade, no caso das pessoas jovens, o sentir-se excluídos dos demais; uma crise familiar pelo divórcio ou pela morte de alguém próximo; a perda dos meios de subsistência, ocasionada por uma crise econômica rural, por redução nos negócios ou nas empresas, o por algum recorte de pessoal ou a eliminação de programas governamentais. Outras causas podem ser: o comportamento aditivo, alguma enfermidade crônica, grave ou fatal, os efeitos de um desastre natural ou social. Para a maioria das pessoas, os eventos adversos da vida não necessariamente conduzem a um comportamento suicida. Podem contribuir para um comportamento suicida se já existe um contexto de enfermidade mental ou abuso de substancias tóxicas.

Os fatores familiares, tais como uma história clínica familiar de suicídio, de enfermidade mental ou de abuso de substancias, assim como de violência e abuso sexual.

Os fatores culturais e religiosos, tais como as crenças de que o suicídio é uma resolução nobre a um dilema pessoal, a destruição da cultura tradicional da gente, que pode conduzir a sentimentos de separação do passado, lamento e falta de esperança.

Los intentos de suicidio previos, la existencia de armas de fuego en el hogar, el encarcelamiento, tendencias impulsivas o agresivas, y exposición a comportamiento suicida de otros (por parte de miembros de la familia o compañeros, o a través de reportajes noticiosos inadecuados o de historias de ficción). Los suicidios entre las personas jóvenes a veces ocurre en grupo y pueden, incluso, llegar a convertirse en una epidemia. Las personas jóvenes son particularmente susceptibles a imitar el comportamiento que conduce a un suicidio no intencional.

CAPITÚLO II
PESQUISAS E DADOS
Existem muitas pesquisa sobre quem se suicida mais, homens ou mulheres, qual a idade, classe social, e outras perguntas, para isso selecionamos algumas pesquisas, para estarmos mais interados, com o suicídio.

Entre 50.000 a 70.000 pessoas cometem suicídio anualmente (falando só dos Estados Unidos), e sabemos que apenas uma pequena porcentagem dos que tentam suicidar-se consegue seu intento. A pesquisa revela que mais da metade dessas pessoas sofrem de depressão.

Nos Estados Unidos a cada ano mais de 30.000 pessoas interrompem sua vida. O suicídio é a oitava causa de morte, e entre as pessoas cujas idades vão dos 15 aos 24 anos, é a terceira causa de morte. Mais pessoas morrem por suicídio que por homicídio. Cerca de 500.000 pessoas ao ano cometem uma tentativa de suicídio o suficientemente seria como para receber atenção em salas de urgência. E milhões mais sofrem de pensamentos suicidas.

O Instituto Nacional de Saúde Mental indica que 125.000 norte-americanos são hospitalizados anualmente com depressão, enquanto outros 200.000 ou mais são tratados por psiquiatras. O Dr Nathan Kline, do Hospital Estadual Rockland, de Nova Iorque, relata que muitos casos de depressão ficam sem tratamento por não serem identificados. Estima-se que vão de quatro a oito milhões por ano! (Newsweek, artigo citado, p. 51).

As mulheres são mais inclinadas ao suicídio, porém três vezes mais homens que mulheres que o tentam, consegue realiza-li, é que os homens tendem a empregar métodos mais violentos e mortíferos que as mulheres, e são menos inclinados a usar o suicídio como meio para manipular os outros.

As pessoas que tem mais de 45 anos de idade e são profissionais, são mais propensas a se matarem do que as de idade inferior e de classe humilde.

CAPITÚLO III
CASOS BÍBLICOS
E temos citações bíblicas sobre pessoas que se suicidaram.
No A.T., temos:
- Em Juízes 9:54 – o caso de Abimeleque, que pediu para ser morto por uma questão de ‘honra’, e também estava praticamente morto, e para não ter de passar pela humilhação de ser morto por uma mulher pediu para ser morto.
- Em I Sm 31:4-51 – o caso de Saul, e o seu escudeiro, também por motivo de guerra, para não ser morto pelos incircuncisos como ele mesmo disse. E seu escudeiro tomou provavelmente a mesma atitude pelo mesmo motivo.
- II Sm 17:23 – o caso Aitofel, Elen G. White diz: Aitofel compreendeu que a causa dos rebeldes estava perdida. E viu que, qualquer que pudesse ser a sorte do príncipe, não havia esperança para o conselheiro que instigara os seus maiores crimes.
- I Re 16:18 – Zinri apresenta sua morte após o cerco a Tirza.
- Juizes 16:30 – talvez o mais conhecido caso, o de Sansão, que se matou, para cumprir um ‘mandado de Deus’.
E no N.T.
- Mt 27:5 – o caso de Judas, que se matou após trair Jesus, talvez pela angustia que tomou conta de seu ser, Ellen White diz: Judas viu que suas súplicas eram em vão e precipitou-se da sala, exclamando: É tarde! É tarde! Sentiu que não poderia viver para ver Jesus crucificado e, em desespero, foi enforcar-se.

CAPITÚLO IV
COMO AJUDAR PESSOAS COM TENDENCIAS
Antes deveríamos notar quais são as características mais importantes de uma pessoa que quer se suicidar:

1º) Tem uma depressão profunda e isolamento
2º) Tende a dar as coisas, ex: roupa que mais gosta, coleção de chaveiro...
3º) Estado de euforia
4º) Já tem em sua mente o suicídio esquematizado

Agora primeiramente, após detectarmos as tendências suicidas, devemos tem em mente que esta pessoa necessita de ajuda psiquiátrica. Devemos então conversar com o indivíduo, de modo a encaminha-lo a um profissional (psiquiatra), e comunicar os familiares e/ou pessoas mais próximas.

Segue-se um exemplo de tratamento na área, mas está presente apenas a título de informação.
Este capítulo é baseado na abordagem de dois livros.
Devemos levar em conta considerações gerais na entrevista:
Cuidado com a própria ansiedade, se o conselheiro estiver ansioso, não deve aconselhar. A ansiedade nos leva a atuar de forma rápida e acelerada, por medo que o sujeito se mate. Então muitas vezes nós pensamos, que devemos usar frases como: a vida é bela, não pense nisto, frases que não tem nenhum valor terapêutico. Um elemento indispensável é a tranqüilidade, que não quer dizer superficialidade. É importante saber que a vida desta pessoa não esta sob nossa responsabilidade.

Os conflitos que podem surgir no conselheiro são: a ansiedade incontrolável, agressividade diante das ameaças de suicídio, negação dos intentos suicidas, medo por sentir que a vida da pessoa depende de nós, racionalizar o que a pessoa fala.

Em segundo ter uma atitude exploratória, antes de falar e aconselhar devemos escutar e perguntar. O suicida deve falar e se expressar, pois com sua família não tem liberdade de falar sobre o assunto, por isso a importância de escutar. O tema do suicídio não deve ser tabu para o conselheiro. E se no aconselhamento notarmos que o aconselhado tem tendências suicidas, devemos fazer perguntas:

Tem pensado em suicídio? Ele pode responder:
a) Sim
b) Não
c) Esquivar-se
d) Silêncio

(As duas últimas questões devem ser consideradas como sim, e se a questão b) não é uma mentira. Se responder, não, devemos perguntar – Por que? Por que viver?

Estas são perguntas que nos ajudam para que o sujeito se expresse, e para nós podermos conhece-lo. Se ele foge do tema, ou fica em silêncio, devemos falar, que não é errado expressar o que sentimos, se escondermos o que sentimos é mais difícil resolver o problema, e insistir: em que você pensa?

Se o sujeito disser sim, devemos perguntar por que? Como?

Aqui temos as perguntas mais importantes, na qual podemos detectar claramente o problema: então podemos ver a) Que o incomoda especificamente b)Que tem feito para mudar a situação c) Por quanto tempo tem se sentido desta maneira? Assim com estes dados, vamos usar a técnica de espejo, significa repetir com outras palavras o que ele nos vai dizendo, para que ele sinta total liberdade. Depois devemos perguntar: se tem antecedentes de conduta suicida, um plano de suicídio, ver o estado que se encontra.

A partir daí traçamos o plano de trabalho. Se o sujeito não está disposto a tirar a vida, nossa abordagem será mais profunda e exploratória, como seus intentos anteriores de suicídio e características familiares. Se o sujeito esta decidido a se matar, temos de usar um plano urgente. Ex: ver se esta armado acompanha-lo para que tire as balas, nos de o revólver.

Depois do fato estabilizado, falemos claramente e com palavras positivas como:

Existe uma solução possível, ainda há esperança. Devemos falar com tranqüilidade e autoridade, mostrando que o suicídio é uma ação irreversível para um problema temporal.

A tarefa em caso de suicídio, exige muito esforço, e acompanhamento. Devemos evitar o que pode causar frustração, especialmente na hora dos encontros, pois pode gerar frustrações e abandono.

O uso da Bíblia, devemos estruturar assuntos, pois serão recursos com os quais pode ser usado em momentos de crise. O fortalecimento da auto estima é o primeiro passo. O conselheiro, deve traçar um projeto de vida, descobrindo suas motivações e interesses, para colocar o aconselhado em função do projeto. As tarefas ajudam com o tempo a retomar suas responsabilidades, a lhe proporcionar gratificação por conseguir terminar o projeto (por isso a importância de projetos curtos).

Devemos também envolvê-lo com um irmão, para que paulatinamente seja inserido no mundo psicossocial, e também para que seje um acompanhante espiritual, e um modelo a ser seguido.

CONCLUSÃO

Vimos que o suicídio pode acontecer com qualquer pessoa, e nós como pastores e leigos devemos estar aptos a atender estas pessoas, mas também estarmos cientes que devemos encaminha-las para uma ajuda psicológica, mas como vimos devemos dar apoio espiritual, para tenha novamente a vontade de viver, o tema não se esgotou, pois existe muito ainda a ser pesquisado, mas que cada um se motive, e se capacite, para atender melhor as pessoas em seu ministério.
BIBLIOGRAFIA
White, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações. 19ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995.
________. Patriarcas e Profetas, 7ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1983.
________. Orientação da Criança. 4ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1994.
J. Wolfer, Acalme os Seus Nervos, (Rio de Janeiro, RJ: Editora Tecnoprint, 1985)
Bernardo Stomateas, Aconsejamiento Pastoral (ed. Clei)
Norman Wright, Como Aconsejar em Situaciones de Crises (ed. Clie)
Tim Lahaye, Como Vencer a Depressão, 3ª ed. (Editora Vida, 1981)
Paul Hoff, O Pastor como Conselheiro, (Editora Vida, 1995)

Suicídio

INTRODUÇÃO
Este trabalho tem por finalidade dar-nos uma noção de como devemos tratar pessoas com tendências suicidas, falaremos sobre a definição do suicídio, traremos as causas e algumas pesquisas.
Teremos também exemplos de suicídio na Bíblia, e veremos uma declaração do Espírito de profecia.
E a parte final traremos como ajudar e aconselhar pessoas com tendências suicidas.

CAPÍTULO I
DEFINIÇÃO
Suicídio: Ato ou efeito de suicidar-se; desgraça ou ruína procurada de livre vontade ou por falta de discernimento.
Suicidar-se – dar a morte a si próprio.
A palavra suicídio vem do latin e esta composta por sui, si mesmo e cídio, morte, do verbo coedere, ceder, matar. Etimologicamente significa ‘dar morte a si mesmo’.
Na literatura foi introduzida pelo Abade Des Fontaines no término de 1737.2
Temos aqui então o que os dicionários dizem sobre o significado da palavra.

CAUSAS DO SUICIDIO
Acreditava-se antigamente que as idéias de suicídio eram devidas a perturbações funcionais e lesões do cérebro. Esse conceito evoluiu com o decorrer do tempo e hoje acredita-se que a tendência ao suicídio é o resultado de alterações da consciência e o suicida um anormal psíquico. O suicídio – disse Janet – é uma memória mórbida de reação de reação ao fracasso.

Alguns psiquiatras defendem a tese segundo a qual a maioria dos suicidas pertence ao tipo de personalidade deprimida, que não possui em si os cursos necessários para superar os obstáculos e frustrações que a vida lhe apresenta. Desta sorte, o suicida não busca a morte, mas foge da vida. Esses psiquiatras acreditam que a tendência ao suicídio seja uma predisposição herdada”.

A impulsão ao suicídio ora é súbita, ora resulta de um processo lento e progressivo. Nesses casos, o doente tem plena consciência do que se passa com ele.

Muita literatura se tem feito a custa de pobres criaturas que, cegas pelo desespero e cedendo a um impulso mais forte mais forte do que o próprio instinto de conservação mergulham na morte. A verdade porém é que ninguém sabe, ao certo, o que se passou com elas, pois do mundo de sombras para onde foram voluntariamente, ninguém volta para se explicar.

Para o escritor J. Wolfer o melhor conceito da causa do suicídio é de Maurice Fleury quando disse que “a principal causa dos suicídios são as crises de angústia”. Segundo ele, a única condição necessária ao suicídio é o estado de angústia, ou seja, a suprema exaltação da emotividade humana.
A depressão clínica e outras enfermidades mentais. Mais de 60 por cento de todas as pessoas que se suicidam sofrem de depressão grave. Sem incluir as pessoas deprimidas que abusam do álcool, a cifra aumenta para 75 por cento. Caso todas as pessoas que se suicidam sofrem de algum desajuste mental diagnosticável ou padecendo pelo abuso de alguma substancia, de ambas desordens. O abuso do álcool e outras substâncias. O alcoolismo é um fator que aparece em 30 por cinto de todos os suicídios que se cometem.

Os eventos adversos da vida. Tais eventos podem ser: sofrer uma confusão acerca da própria identidade, no caso das pessoas jovens, o sentir-se excluídos dos demais; uma crise familiar pelo divórcio ou pela morte de alguém próximo; a perda dos meios de subsistência, ocasionada por uma crise econômica rural, por redução nos negócios ou nas empresas, o por algum recorte de pessoal ou a eliminação de programas governamentais. Outras causas podem ser: o comportamento aditivo, alguma enfermidade crônica, grave ou fatal, os efeitos de um desastre natural ou social. Para a maioria das pessoas, os eventos adversos da vida não necessariamente conduzem a um comportamento suicida. Podem contribuir para um comportamento suicida se já existe um contexto de enfermidade mental ou abuso de substancias tóxicas.

Os fatores familiares, tais como uma história clínica familiar de suicídio, de enfermidade mental ou de abuso de substancias, assim como de violência e abuso sexual.

Os fatores culturais e religiosos, tais como as crenças de que o suicídio é uma resolução nobre a um dilema pessoal, a destruição da cultura tradicional da gente, que pode conduzir a sentimentos de separação do passado, lamento e falta de esperança.

Los intentos de suicidio previos, la existencia de armas de fuego en el hogar, el encarcelamiento, tendencias impulsivas o agresivas, y exposición a comportamiento suicida de otros (por parte de miembros de la familia o compañeros, o a través de reportajes noticiosos inadecuados o de historias de ficción). Los suicidios entre las personas jóvenes a veces ocurre en grupo y pueden, incluso, llegar a convertirse en una epidemia. Las personas jóvenes son particularmente susceptibles a imitar el comportamiento que conduce a un suicidio no intencional.

CAPITÚLO II
PESQUISAS E DADOS
Existem muitas pesquisa sobre quem se suicida mais, homens ou mulheres, qual a idade, classe social, e outras perguntas, para isso selecionamos algumas pesquisas, para estarmos mais interados, com o suicídio.

Entre 50.000 a 70.000 pessoas cometem suicídio anualmente (falando só dos Estados Unidos), e sabemos que apenas uma pequena porcentagem dos que tentam suicidar-se consegue seu intento. A pesquisa revela que mais da metade dessas pessoas sofrem de depressão.

Nos Estados Unidos a cada ano mais de 30.000 pessoas interrompem sua vida. O suicídio é a oitava causa de morte, e entre as pessoas cujas idades vão dos 15 aos 24 anos, é a terceira causa de morte. Mais pessoas morrem por suicídio que por homicídio. Cerca de 500.000 pessoas ao ano cometem uma tentativa de suicídio o suficientemente seria como para receber atenção em salas de urgência. E milhões mais sofrem de pensamentos suicidas.

O Instituto Nacional de Saúde Mental indica que 125.000 norte-americanos são hospitalizados anualmente com depressão, enquanto outros 200.000 ou mais são tratados por psiquiatras. O Dr Nathan Kline, do Hospital Estadual Rockland, de Nova Iorque, relata que muitos casos de depressão ficam sem tratamento por não serem identificados. Estima-se que vão de quatro a oito milhões por ano! (Newsweek, artigo citado, p. 51).

As mulheres são mais inclinadas ao suicídio, porém três vezes mais homens que mulheres que o tentam, consegue realiza-li, é que os homens tendem a empregar métodos mais violentos e mortíferos que as mulheres, e são menos inclinados a usar o suicídio como meio para manipular os outros.

As pessoas que tem mais de 45 anos de idade e são profissionais, são mais propensas a se matarem do que as de idade inferior e de classe humilde.

CAPITÚLO III
CASOS BÍBLICOS
E temos citações bíblicas sobre pessoas que se suicidaram.
No A.T., temos:
- Em Juízes 9:54 – o caso de Abimeleque, que pediu para ser morto por uma questão de ‘honra’, e também estava praticamente morto, e para não ter de passar pela humilhação de ser morto por uma mulher pediu para ser morto.
- Em I Sm 31:4-51 – o caso de Saul, e o seu escudeiro, também por motivo de guerra, para não ser morto pelos incircuncisos como ele mesmo disse. E seu escudeiro tomou provavelmente a mesma atitude pelo mesmo motivo.
- II Sm 17:23 – o caso Aitofel, Elen G. White diz: Aitofel compreendeu que a causa dos rebeldes estava perdida. E viu que, qualquer que pudesse ser a sorte do príncipe, não havia esperança para o conselheiro que instigara os seus maiores crimes.
- I Re 16:18 – Zinri apresenta sua morte após o cerco a Tirza.
- Juizes 16:30 – talvez o mais conhecido caso, o de Sansão, que se matou, para cumprir um ‘mandado de Deus’.
E no N.T.
- Mt 27:5 – o caso de Judas, que se matou após trair Jesus, talvez pela angustia que tomou conta de seu ser, Ellen White diz: Judas viu que suas súplicas eram em vão e precipitou-se da sala, exclamando: É tarde! É tarde! Sentiu que não poderia viver para ver Jesus crucificado e, em desespero, foi enforcar-se.

CAPITÚLO IV
COMO AJUDAR PESSOAS COM TENDENCIAS
Antes deveríamos notar quais são as características mais importantes de uma pessoa que quer se suicidar:

1º) Tem uma depressão profunda e isolamento
2º) Tende a dar as coisas, ex: roupa que mais gosta, coleção de chaveiro...
3º) Estado de euforia
4º) Já tem em sua mente o suicídio esquematizado

Agora primeiramente, após detectarmos as tendências suicidas, devemos tem em mente que esta pessoa necessita de ajuda psiquiátrica. Devemos então conversar com o indivíduo, de modo a encaminha-lo a um profissional (psiquiatra), e comunicar os familiares e/ou pessoas mais próximas.

Segue-se um exemplo de tratamento na área, mas está presente apenas a título de informação.
Este capítulo é baseado na abordagem de dois livros.
Devemos levar em conta considerações gerais na entrevista:
Cuidado com a própria ansiedade, se o conselheiro estiver ansioso, não deve aconselhar. A ansiedade nos leva a atuar de forma rápida e acelerada, por medo que o sujeito se mate. Então muitas vezes nós pensamos, que devemos usar frases como: a vida é bela, não pense nisto, frases que não tem nenhum valor terapêutico. Um elemento indispensável é a tranqüilidade, que não quer dizer superficialidade. É importante saber que a vida desta pessoa não esta sob nossa responsabilidade.

Os conflitos que podem surgir no conselheiro são: a ansiedade incontrolável, agressividade diante das ameaças de suicídio, negação dos intentos suicidas, medo por sentir que a vida da pessoa depende de nós, racionalizar o que a pessoa fala.

Em segundo ter uma atitude exploratória, antes de falar e aconselhar devemos escutar e perguntar. O suicida deve falar e se expressar, pois com sua família não tem liberdade de falar sobre o assunto, por isso a importância de escutar. O tema do suicídio não deve ser tabu para o conselheiro. E se no aconselhamento notarmos que o aconselhado tem tendências suicidas, devemos fazer perguntas:

Tem pensado em suicídio? Ele pode responder:
a) Sim
b) Não
c) Esquivar-se
d) Silêncio

(As duas últimas questões devem ser consideradas como sim, e se a questão b) não é uma mentira. Se responder, não, devemos perguntar – Por que? Por que viver?

Estas são perguntas que nos ajudam para que o sujeito se expresse, e para nós podermos conhece-lo. Se ele foge do tema, ou fica em silêncio, devemos falar, que não é errado expressar o que sentimos, se escondermos o que sentimos é mais difícil resolver o problema, e insistir: em que você pensa?

Se o sujeito disser sim, devemos perguntar por que? Como?

Aqui temos as perguntas mais importantes, na qual podemos detectar claramente o problema: então podemos ver a) Que o incomoda especificamente b)Que tem feito para mudar a situação c) Por quanto tempo tem se sentido desta maneira? Assim com estes dados, vamos usar a técnica de espejo, significa repetir com outras palavras o que ele nos vai dizendo, para que ele sinta total liberdade. Depois devemos perguntar: se tem antecedentes de conduta suicida, um plano de suicídio, ver o estado que se encontra.

A partir daí traçamos o plano de trabalho. Se o sujeito não está disposto a tirar a vida, nossa abordagem será mais profunda e exploratória, como seus intentos anteriores de suicídio e características familiares. Se o sujeito esta decidido a se matar, temos de usar um plano urgente. Ex: ver se esta armado acompanha-lo para que tire as balas, nos de o revólver.

Depois do fato estabilizado, falemos claramente e com palavras positivas como:

Existe uma solução possível, ainda há esperança. Devemos falar com tranqüilidade e autoridade, mostrando que o suicídio é uma ação irreversível para um problema temporal.

A tarefa em caso de suicídio, exige muito esforço, e acompanhamento. Devemos evitar o que pode causar frustração, especialmente na hora dos encontros, pois pode gerar frustrações e abandono.

O uso da Bíblia, devemos estruturar assuntos, pois serão recursos com os quais pode ser usado em momentos de crise. O fortalecimento da auto estima é o primeiro passo. O conselheiro, deve traçar um projeto de vida, descobrindo suas motivações e interesses, para colocar o aconselhado em função do projeto. As tarefas ajudam com o tempo a retomar suas responsabilidades, a lhe proporcionar gratificação por conseguir terminar o projeto (por isso a importância de projetos curtos).

Devemos também envolvê-lo com um irmão, para que paulatinamente seja inserido no mundo psicossocial, e também para que seje um acompanhante espiritual, e um modelo a ser seguido.

CONCLUSÃO

Vimos que o suicídio pode acontecer com qualquer pessoa, e nós como pastores e leigos devemos estar aptos a atender estas pessoas, mas também estarmos cientes que devemos encaminha-las para uma ajuda psicológica, mas como vimos devemos dar apoio espiritual, para tenha novamente a vontade de viver, o tema não se esgotou, pois existe muito ainda a ser pesquisado, mas que cada um se motive, e se capacite, para atender melhor as pessoas em seu ministério.
BIBLIOGRAFIA
White, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações. 19ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995.
________. Patriarcas e Profetas, 7ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1983.
________. Orientação da Criança. 4ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1994.
J. Wolfer, Acalme os Seus Nervos, (Rio de Janeiro, RJ: Editora Tecnoprint, 1985)
Bernardo Stomateas, Aconsejamiento Pastoral (ed. Clei)
Norman Wright, Como Aconsejar em Situaciones de Crises (ed. Clie)
Tim Lahaye, Como Vencer a Depressão, 3ª ed. (Editora Vida, 1981)
Paul Hoff, O Pastor como Conselheiro, (Editora Vida, 1995)

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