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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pontos negativos do namoro

O namoro é como um carrinho de supermercado com a roda torta. As pessoas dizem que podem namorar e fazer o que quiserem e que, na hora “H”, o Espírito Santo irá ajudá-los. Isso é o mesmo que mandar alguém andar com um carrinho desalinhado num supermercado cheio de porcelanas e cristais caríssimos nas prateleiras. Vai acontecer um acidente! 
 
1. O namoro leva à intimidade, mas não necessariamente a um compromisso
 
Qual é a idéia principal na maioria dos namoros? Geralmente o namoro estimula a intimidade pela própria intimidade.
Em nossos dias, amor e romance passaram a ser aproveitados pelas pessoas apenas pelo seu valor de entretenimento. A intimidade sem compromisso desperta desejos – emocionais e físicos – que nenhum dos dois podem satisfazer se agirem corretamente.
Em 1Ts 4.6 a bíblia chama isso de “defraudar”, ou seja, roubar alguém ao criar expectativas, mas não satisfazendo o que foi prometido, “despertando uma fome que não podemos satisfazer justamente”.
Intimidade sem compromisso é semelhante à cobertura sem o bolo, pode ser gostoso, mas no final causa mal-estar.
 
2. O namoro tende a pular a fase da amizade
 
Quando você é amigo de alguém, você não se preocupa em ser outra pessoa que não você mesmo. Na amizade, você é o que é e pronto.
Quando você entra no namoro, usa máscaras. Depois dizem: “Não foi com esta pessoa que eu me casei. Ele não era assim antes.”
 
3. O namoro confunde relacionamento físico com amor
 
“É tão óbvio que nós nos amamos”, pensa alguém que prematuramente se relacionou intimamente. Mas será que isso é verdade?
A nossa cultura como um todo entende as palavras “amor” e “sexo” como sinônimo, mas isso não é necessariamente uma verdade.
 
4. O namoro isola o casal de outros relacionamentos
 
Quando nos envolvemos no namoro nem percebemos que, egoisticamente e de forma tola, nos privamos de outros relacionamentos, tais como pais, irmãos e amigos. Esse é um dos piores problemas do namoro.
Em Provérbios 15.22 diz: “Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros, há bom êxito.”
 
5. O namoro, em muitos casos, tira a atenção dos jovens adultos de sua principal responsabilidade, que é a de preparar-se para o futuro
 
Uma das tendências mais tristes do namoro é desviar os jovens adultos do desenvolvimento dos seus talentos e habilidades dadas por Deus. 
 
6. O namoro pode causar desgosto com o dom de permanecer solteiro dado por Deus
 
Penso que Deus vê a nossa paixão por relacionamento de curta duração da mesma maneira que uma criança que ganhou uma bicicleta novinha, mas prefere brincar com a caixa de papelão que embalava a bicicleta.
 
7. O namoro cria um ambiente artificial para avaliar o caráter de outra pessoa
 
O namoro cria um envolvimento artificial para duas pessoas interagirem. É necessário ver o outro nas situações reais da vida com familiares e amigos. Hábitos antigos são duros de matar

A importância dos relacionamentos

Em Mt 22.35 a 40, vemos que Deus valoriza os relacionamentos. Ele chega a resumir a Lei e os mandamentos em dois níveis de relacionamentos.
 
O Senhor está trazendo para nossa geração uma mudança de mentalidade em relação aos relacionamentos. Deus não está interessado em restringir e cercear nossos prazeres. Mas, se quisermos trilhar o caminho de Deus, precisamos compreender claramente onde está a porta de entrada, que é o amor.
 
Amar é escolher o melhor para o outro. O conceito correto do amor para o casamento é querer encontrar alguém para fazê-lo feliz. Quando você se casa pensando em alguém que irá fazê-lo feliz, você está se casando baseado no “amor” egoísta.
 
Vejamos a equação de Deus:
 
1. Se você se sente incompleto e acha que o casamento preencherá o seu vazio, a sua equação para o casamento será esta: ½ X 1 = ½.
 
2. Se você e seu noivo (a) se sentem vazios e insatisfeitos e creem que o casamento mudará isso, a sua equação será esta: ½ X ½ = ¼.
 
3. Se os dois são duas pessoas saudáveis e estão entrando no casamento para abençoar um ao outro, então a equação será: 1 X 1 = 1.
 
Depois de Deus, o seu encontro com o sexo oposto já foi, é, ou será um dos acontecimentos mais marcantes da sua vida.
 
Segundo estatísticas sobre casamentos, no Brasil 26% e nos EUA 70% dos casais se divorciam nos 10 primeiros anos. A Bíblia diz que é pelos frutos que se conhece uma árvore. Esses dados nos levam a uma conclusão: se os frutos estão podres é porque, na verdade, a árvore está podre.
 
No meio desse conceito, encontraremos outro pensamento que não é a vontade de Deus: “O namoro cristão”. Ele é apenas um ajuste do namoro mundano. O seu final é tão trágico e até pior do que o namoro mundano, pois muitos deles terminarão com uma gravidez indesejada.
 
É necessário que se entenda que tanto a fornicação quanto a santidade são caminhos que devem ser tomados e não apenas linhas divisórias que colocamos como limites para os relacionamentos.

O caminho maravilhoso de Deus

Alguém disse: “Diga-me com quem você anda e eu lhe direi quem você é”. Eu, porém, lhe digo: “Diga-me por onde anda e eu lhe direi para onde você irá.”
 
Os frutos do namoro são conhecidos. Aqueles que optam por esse caminho têm trocado uma “eternidade” de vida e paz com a esposa e a família por momentos de prazer no pecado.
 
Falando em sexo, precisamos dizer que esta é uma palavra que foi distorcida pelo diabo na nossa cabeça, mas que Deus quer renovar. Sexo é algo divino, santo e maravilhoso, porque foi criado por Deus.
 
O diabo simula ser um especialista em sexo, mas não é nem nunca foi. “Deus é um desmancha prazeres!”, alguns podem pensar. Esta é uma mentalidade mundana e diabólica sobre Deus. Deus não errou ao criar o sexo.
 
Muitas vezes, somos pressionados pela sociedade, pela família e pelos amigos para darmos provas da nossa sexualidade. “Deus os criou homem e mulher”. Não precisamos provar nada para ninguém porque já está escrito e isso é suficiente. Você não é homossexual. A verdade é o que está escrito na Palavra de Deus: “E DEUS OS FEZ HOMEM E MULHER.”
 
A paixão é o fogo que Deus criou para culminar no ato sexual. A atração sexual não é algo do diabo. Ela foi criada por Deus. O pecado, por sua vez, perverteu o dom da atração em lascívia.
 
Agora, é necessário esclarecer que o dom da atração está sujeito a nossa vontade e por isso ela deve estar sujeita à Palavra de Deus.
 
Em Jr 6.16 a Palavra nos fala dos caminhos eternos de Deus e das veredas antigas do Senhor. Deus tem o caminho sobremodo excelente para o romance: a corte.
 
Quando vamos falar desse assunto, a primeira coisa que vem à mente das pessoas é um conjunto de regras e leis dos ‘podes’ e ‘não podes’. Mas não estamos falando de regras, estamos falando de um caminho — o caminho eterno de Deus para os relacionamentos.
 
A corte não é uma regra, é o caminho de Deus para quem está cansado de sofrer e se decepcionar com o padrão mundano de relacionamento – o namoro.
 
Deus criou suas leis para o perfeito funcionamento da vida humana, na terra, nos céus, nos mares e no universo inteiro.
 
Ele jamais exigiu que o homem as seguisse. Ele nos fez com livre-arbítrio. É como a lei da gravidade, você pode obedecer ou não. Contudo, você sofrerá as conseqüências naturais da sua escolha.
 
Assim também é a “lei” de Deus para o romance. Se você não quer obedecê-la e prefere seguir a lei do namoro instituída pelo diabo, no mundo, você poderá continuar fazendo. Porém, você colherá as conseqüências de sua decisão. A proposta de Deus é um bom caminho, amável, seguro, próspero e deleitável.
 
Em Os 6.6 lemos: “O meu povo perece porque lhe falta conhecimento”. Mas o profeta Jeremias diz no capítulo 18 verso 12 que os homens “tropeçaram nos caminhos de Deus”. Mas por quê? Porque Jesus é a pedra angular para aqueles que o buscam, mas é pedra de tropeço para os que rejeitam os seus caminhos. Há caminhos que para o homem parecem ser bons, mas que, ao final, são caminhos de morte.
 
Nós somos uma geração ansiosa, do tipo fast food, que não suporta esperar. Muitos querem o caminho de Deus, mas não querem obedecer às leis de trânsito deste caminho. Ou seja, querem o resultado, mas não querem seguir as instruções.
 
A Bíblia fala que devemos observar quais são as veredas antigas de Deus. A palavra antiga não significa velha, mas eterna e sempre nova. Para cada área da nossa vida, existem princípios que Deus quer nos ensinar.
 
Eu fui um jovem que vivia no mundo. Não conhecia os caminhos de Deus - os prejuízos foram muitos. Deus teve que fazer um grande milagre nesta questão de ciúmes na minha vida. Porém, melhor do que obter um milagre é não precisar de um.

O amor que pensa

Precisamos avaliar: será que haveria alguma outra maneira, que não o namoro, de nos envolvermos romanticamente num relacionamento que leve ao casamento? Será que Deus nos reserva algo assim?Gostaria de falar sobre a sabedoria do amor. A Bíblia diz, em Fl 1:9-10: “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o dia de Cristo”.

Existe uma paráfrase que diz: “Aprenda a amar apropriadamente. Você precisa usar a cabeça e testar seus sentimentos, para que seu amor seja sincero e inteligente e não um sentimento exagerado.” É por causa das paixões exageradas que não existe inteligência funcionando para avaliar.

A Bíblia diz que, de tudo o que se deve guardar, o mais precioso é o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida.

 
No mundo, o namoro é um relacionamento de curto prazo, que visa somente à auto-satisfação, ou seja, o que importa é satisfazer os próprios desejos.
 
Eu lhe pergunto: será que a base do amor é fazer sexo com uma mulher, mesmo sabendo que irá ferir o seu coração e atrapalhando o relacionamento dela com Deus? Será que uma moça que se envolve com um rapaz apenas até o momento em que encontra um melhor também foi movida pelo amor? O amor inteligente vê lá na frente.
 
Além de glorificar a Deus no relacionamento, o amor consiste em servir e abençoar a pessoa amada. Quando descansamos no Senhor, podemos ter a alegria de desfrutar do tempo que Deus reservou pra cada um estar solteiro. Há tempo pra tudo na vida.
 
Para nós, santidade é muito mais do que não transar. A santidade deve fazer parte da sua mente, do seu coração, dos seus pensamentos e das suas atitudes.
 
Às vezes, nos preocupamos com a pressão dos amigos e das pessoas em ter que namorar. Mas quero lhe falar uma coisa. No dia do juízo, não é às pessoas que você terá que dar satisfação sobre quem arrebentou, com seus relacionamentos de curto prazo.

Fazendo a corte em pleno século 21

Amor sem beijinho, namoro sem amasso. A música que faz parte do repertório secular ganha forma e o namoro sem beijo e sem toque, mas cheio de galanteios substitui o tão famoso “ficar” entre os jovens.

Beijo-abraço-aperto-de-mão. Quem nunca brincou? A brincadeira sempre surge em grupos mistos de crianças que querem experimentar um pouco mais do outro. Uma criança com olhos vendados responde a uma outra criança que vai lhe perguntando “é esse?” e, ao dizer sim, a pergunta derradeira: “o que você quer dele?”. A brincadeira existe há décadas e já fez parte de retiros de adolescentes naqueles momentos “nada a fazer” em que um grupo mais “atiradinho” propõe o jogo, para desespero da liderança. Mas a brincadeira, nem tão infantil e nem tão inocente, pode estar com dias contados. Pelo menos no meio evangélico. Essa “iniciação”, muito perniciosa na opinião de alguns, está sendo trocada em muitas igrejas por orientação para crianças, pré-adolescentes e adolescentes, para que prefiram à corte ao namoro tradicional. Isso mesmo, em pleno século 21, jovens saudáveis, normais e com toda a carga cultural de iniciação sexual na adolescência estão fazendo a corte.

A corte vem ganhando adeptos quando um conceito de um namoro mais respeitoso não é mais acatado pela maioria dos jovens, sejam eles crentes ou não. O número daqueles que se casam por causa da gravidez é cada vez mais alto. O motivo? São vários. Pesquisas mostram que os brasileiros ocupam o segundo lugar no mundo entre os que perdem a virgindade mais cedo, com a idade média de 17,4 anos. Em primeiro lugar está a Áustria com 17,3. A pesquisa intitulada por The Face of Global Sex 2007 - First sex: an opportunity of a lifetime (Primeira relação sexual: uma oportunidade para toda a vida), foi realizada por um fabricante de preservativos, com 26 mil entrevistados em 26 países. Outro motivo é a pressão entre os próprios jovens, já que a maioria denuncia ter vergonha de assumir a sua virgindade, com receio de serem os únicos virgens do grupo. Há também falta de instrução, os pais têm cada vez menos tempo para se dedicarem aos filhos, seja para instruí-los na vida espiritual, emocional ou sexual. A igreja também leva parte dessa culpa, pois perdeu o controle sobre seus jovens. É nesse caos do século 21 que algumas comunidades estão se reerguendo para resgatar os antigos caminhos indicados na Bíblia Sagrada. Em meio a essa desordem moral, qual atitude os líderes deveriam tomar? E qual deveria ser o posicionamento dos jovens em relação ao namoro? Heber Brito e sua esposa Silvia, da Comunidade Bíblica Esperança, de Santo André, SP, encontraram uma solução após a leitura do livro “Corte X Namoro” escrito pelo Pr. Naor, da Igreja Videira, de Goiânia. “Este assunto nos impactou tanto que chegamos a nos lamentar de não termos conhecido essa visão bem antes, já na época do nosso namoro em 1978. Foi como uma chama que acendeu dentro de nossos corações, e sentimos que o Senhor estava querendo nos falar mais sobre este assunto. Então implantamos a visão da corte desde 2008”, diz Heber, que é pastor da comunidade e Bacharel em Teologia, pela Faculdade Teológica de São Paulo.

Príncipes e Princesas – A visão da Corte na Comunidade Bíblica tem fundamento no próprio significado da palavra, ou seja, eles vivem na corte do reino do Rei Jesus. “A palavra corte se pronuncia com a sílaba tônica “cor” como em corpo, tem o significado da residência do rei, a casa do rei. Corte envolve todas as pessoas que vivem neste lugar, como príncipes e princesas. A palavra também tem o significado de galanteio, tratar com lisonja, com atenção amorosa”, explica Heber. O lema dessa corte é “santidade” entre os jovens. Apesar de não se tratar de uma novidade, falar do assunto pode parecer antiquado. Essa pode ser uma sensação típica quando se perde a noção dos valores. “O relacionamento de santidade entre um homem e uma mulher, na verdade é uma “vereda antiga”, não no sentido de ultrapassado, mas um ensinamento que nasceu na eternidade, em Deus, e que foi transmitido ao homem como uma cerca de proteção para a família, que é o grande alvo de Deus”, diz o pastor. Segundo ele, o sexo restrito apenas ao casamento é um mecanismo de defesa que o Senhor criou para estabelecer a estrutura familiar em sua forma original, pois é por meio dos laços familiares que Deus revela a sua Palavra na terra. “A visão da ‘corte’ preserva os jovens em vários aspectos: fisicamente - das doenças sexualmente transmissíveis, da gravidez prematura; emocionalmente - da decadência moral, da banalização do sexo, dos sentimentos de rejeição, abandono e vulgaridade; e espiritualmente - da condenação do diabo”, afirma o teólogo. Mas o trato com os príncipes e as princesas do antigo reino, que estava contaminado com as práticas seculares não é tarefa fácil, já que nem todos querem aderir ao novo sistema. “Conversamos em primeiro lugar com nosso filho mais novo, o Gabriel, que a princípio ficou irritado com a possibilidade da ‘corte’ na Comunidade, e foi o primeiro a dizer: ‘Estou fora’. Depois falamos com os líderes e enfim com os jovens. Lembramos o rosto assustado e confuso deles quando falamos do assunto. Uns com uma cara de ‘ué’! Outros acenando com a cabeça que não! Outros com cara de espanto! E alguns muito bravos!”, lembra o casal ao tentar apresentar a nova idéia. “Ainda estamos implantando a visão na igreja. O processo é lento, e sentimos que ainda não alcançamos o resultado que esperávamos. Estamos trabalhando com os pais dos adolescentes, que é a faixa etária que mais se opõe à ‘corte’, porque estes meninos e meninas embora bem jovens, já foram conquistados pela mente mundana do ‘ficar’, beijar e até mesmo transar”, comenta Heber.

A nova visão é interessante, embora um tanto radical na opinião da psicoterapeuta e sexóloga Dulce Barros, 50 anos. “Essa é uma atitude que vai depender muito da crença de cada jovem, já que a nossa cultura está vinculada a valores mais abertos. Essa repressão já foi vista em outras épocas e não deu certo”, explica a sexóloga. Segundo ela, essa mudança acarretaria na falta de conhecimento um do outro. “Isso pode trazer conseqüências desagradáveis para o futuro do casal ao se deparar com problemas sexuais, como a situação de impotência, por exemplo”, afirma. Na opinião dela a relação necessita de um alicerce. “Eu concordo que é necessário resgatar alguns valores, os jovens precisam de mais conversa, entender o sentimento um do outro, não se trata só de satisfações fisiológicas. Por isso, eu acho que a nova visão não deveria ser tão radical, mas que encontrassem um meio termo”, pondera.

Cortejados – Seis casais da Comunidade Bíblica Esperança optaram pela corte, entre eles um casal de viúvos. As situações são variadas, mas a iniciativa é sempre do próprio casal. “João Jacaúna e Salete, ambos viúvos, procuraram os seus líderes de células para falar dos seus sentimentos, e logo após um período de oração e acompanhamento desses líderes, oficializaram a corte num culto. A alegria e a festa que a igreja fez naquela noite foi contagiante”, lembra Silvia. “Outro casal de jovens, Gustavo e Bianca, migraram do namoro para a corte, depois de um bom tempo em um relacionamento conforme os padrões do mundo. Hoje, eles são líderes em treinamento na rede de jovens Peniel”, comemora o pastor, que mesmo tendo um número ainda pequeno de adeptos ao novo padrão, conseguiu a simpatia do próprio filho, que no início negou a proposta. “O Gabriel também está fazendo a corte com a Gabriele há três meses, são líderes de célula da rede Peniel e têm projeto de casamento para o início de 2010”, diz o pai.

O sonho do pastor é possível, está se encaminhando através de alguns casais e em partes, até já se realizou. “Já tivemos um casamento em 17 de janeiro, de Caio e Ana Paula, após um período de 18 meses fazendo corte. O relacionamento teve início depois de uma forte confirmação nos corações do casal, passou por um processo de adequação, depois um rompimento e no final de 2008 procuraram os seus líderes para definitivamente concluírem a corte com uma celebração de noivado. Os pais, pastores e discipuladores participaram de todo o processo, ouvindo, orientando e orando até que eles chegassem ao casamento”, comenta Heber. O objetivo do novo padrão é que os jovens tenham uma vida de santidade, e se mantenham puros até o casamento, sem beijo e sem toques, mantendo um relacionamento de amizade, carinho e respeito. “No caso de Caio e Ana Paula tenho certeza de que isso aconteceu, pelo próprio testemunho deles, dos pais e dos discipuladores. A apreensão do casal era grande, pois nenhum dos dois havia tido alguma experiência sexual anterior, ao que recomendei um livro de Jaime Kemp O Ato Conjugal, que para eles foi de grande valia, pois o assunto principal desse livro é a primeira noite, além de outros assuntos”, diz o pastor. Heber e Silvia sabem que não é fácil para os jovens reconhecerem que é preciso mudar a situação atual, principalmente porque o conceito bíblico de virgindade como santidade a Deus, tem sido interpretado como uma simples questão cultural. O casal comenta que a liberdade sexual está tão avançada que é vista como uma evolução natural da raça humana pela maioria das pessoas e que os jovens pensam estar vencendo certos ‘tabus’, quando na verdade, estão perdendo a noção dos valores determinados pelo Criador. “Recentemente, ouvi uma conversa entre adolescentes, na rua, e eles travavam uma discussão sobre qual seria a opção sexual entre eles. Biblicamente falando, não existe essa opção, porque Deus fez homem e mulher, mas na mentalidade do homem moderno, ele decide o que bem quiser sobre todas as coisas, inclusive se ele quer ser ‘homem’ ou ‘mulher’. E hoje em dia, é até perigoso expressar a sua opinião sobre o assunto, correndo o risco de ser processado por discriminação”, alerta o teólogo. O sexo, além de banalizado, perdeu seu sentido primário, seus critérios e suas regras, principalmente depois que ganhou a mídia, perdendo também o bom senso. O mundo nos mostra que o sexo perdeu completamente a ligação com o afetivo, tomando um rumo que leva as pessoas a pensar somente em prazer, de uma forma egoísta. Mas, segundo o pastor, a nova visão da ‘corte’ mostra que há como resgatar a versão original do amor. “A Bíblia fala de sexo no casamento e ponto. Seja qual for o ritual que se praticava em seu contexto, seja no Novo ou Antigo Testamento, o sexo sempre estava relacionado ao casamento, e no meu entendimento a pureza sexual como um ensinamento que começou na eternidade, no coração de Deus, é muito mais que uma regra que Ele impôs ao homem, para mim, vai além da cerca de proteção à família”.

O PROPOSITO DE DEUS PARA NOSSAS VIDAS

Uma vez que Jesus se posicionou para cumprir a vontade do Pai, inimigos e situações precisaram ser vencidos por Ele (Mt 27.33-44). O cumprimento do propósito na vida de Jesus exigiu d’Ele uma atitude diante das oposições.

O grande propósito de Deus é Cristo sendo formado e expresso em nós, o Seu povo. Em Gn 1.26 e 2.3, vemos que a verdadeira obra de Deus é o homem conforme Sua imagem e semelhança. A palavra “obra”, em Gn 2.2, é “mala’kah” e significa “ocupação, trabalho, negócio, obra”. Ela deriva, porém, da raiz “mal’ak” que significa “mensageiro, representante, anjo”. Podemos concluir então que a “obra” que Deus concluiu e que O fez descansar é o homem à sua imagem e semelhança.

O apóstolo Paulo orava e buscava o propósito do Senhor na obra que realizava: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4.19). Da mesma maneira, hoje somos chamados a cooperar até que Cristo seja plenamente formado em nós. Esse é o grande propósito de Deus em nós, o que nos fará vencedores naquele dia.

Na passagem de Mateus 27.33-44, Cristo está para concluir a restauração do grande propósito de Deus na terra, que é ter novamente o homem à sua imagem e semelhança e abrir a porta para que todos os demais sigam o mesmo caminho. Como Cristo enfrentou as oposições para que o propósito do Pai se cumprisse n’Ele, nós temos que enfrentá-las também.

1. O preço de negar o alívio fácil (Mt 27.34)

Jesus não aceitou o anestésico, o vinagre com fel que ofereceram a Ele, porque estava decidido a pagar o preço de uma maneira absoluta. Se quisermos cumprir o propósito de Deus em nossas vidas, temos que nos dispor a fazê-lo de uma forma absoluta. Quem quer negociar nunca pagará o preço.

Você quer ser feliz, mas não quer fazer a vontade de Deus. Quer ter sucesso em sua vida sentimental, mas não quer romper o relacionamento com pessoas que não nasceram de novo ou que não têm temor de Deus. Quer ser feliz no casamento, mas se nega a lutar pela restauração do mesmo perdoando, orando e jejuando por seu cônjuge. Quer prosperar, mas não quer estudar, trabalhar, dar o dízimo e viver uma vida de generosidade. Você quer ser transformado à imagem e semelhança de Deus, mas se nega a ler a Bíblia, estudar a palavra, fazer o Cursão, o CTL, o Seminário. Você quer ver o Espírito Santo mover em todas as áreas de sua vida, mas se nega a tomar a sua cruz e permanecer nela, que é a chave da vitória.

2. O preço de ser exposto (Mt 27.35)

Jesus foi despido. Sua dignidade foi roubada e sua vida exposta. O preço do crescimento passa pela exposição da luz de Deus. Você nunca crescerá sem que primeiro conheça suas falhas e seja levado pelo Espírito Santo a um profundo arrependimento e clamor por mudança, a fim de se tornar o que Ele é. Somente depois que a luz foi criada em Gêneses, é que Deus pôde fazer as demais coisas, inclusive o homem. A luz nos expõe e nos leva ao vexame. As pessoas vão nos desprezar por saber a verdade sobre nós e nós mesmos ficaremos profundamente frustrados conosco, mas é ai que Jacó é transformado em Israel. Você nunca será um príncipe sem que antes descubra que é um sapo. 

3. O preço da acusação e zombaria (Mt 27.37)

Aquilo que cremos será o motivo da nossa acusação. Jesus foi acusado e zombado pela verdade que Ele cria e vivia. No momento em que assumimos definitivamente nossa identidade de filhos de Deus, tornamo-nos motivo de zombaria e acusação por nossos atos. Você nunca alcançará o propósito se não viver o que crê. Independente do que vai lhe acontecer ou do que os homens dirão, viva baseado no que você crê. 

4. O preço de ser comprado e rebaixado ao nível dos piores (Mt 27.38)

Jesus foi contado entre os malfeitores, foi crucificado entre dois ladrões. Escutamos muitas vezes: “Todo pastor é ladrão e todo crente é tapado e ignorante”. Nós crentes, somos tidos como o povo mais baixo, contado entre os piores. Você terá que optar por perdoar os ignorantes, arrogantes, soberbos e tolos que o criticam e olhar para sua identidade em Cristo ou, então, abandonar sua firme posição para ser aceito no meio em que vive. Talvez esse seja também o preço do isolamento.

5. O preço da identidade questionada (Mt 27.40)

Jesus foi questionado se era de fato o filho de Deus. Todos nós, em algum momento, seremos questionados pelos homens e pelos demônios a respeito da nossa identidade: “Parece que não está funcionando com você, você não está sendo abençoado. Será que realmente você é crente? Você tem certeza disso?” Nunca se esqueça que embora um bebê não consiga fazer a maioria esmagadora das coisas que seu pai pode executar tudo é apenas uma questão de tempo. Ele irá crescer e cada dia mais irá manifestar aquilo que seu pai é.

Suas falhas, seus erros, as críticas que as pessoas lhe fazem ou até mesmo suas tentações, não determinam sua identidade. O que de fato determina o que somos é o que está escrito na Palavra de Deus a nosso respeito. É apenas uma questão de tempo e nós seremos tal qual Ele é: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (1 João 3.2).  

6. O preço da posição questionada (Mt 27.42)

O inimigo sempre vai tentar colocar em cheque nossa autoridade para impedir que se cumpra em nós o propósito de Deus de exercermos domínio. Ainda que pareça grande demais, não olhe para Golias, ele certamente tombará, pois “maior é o que está em nós do que o que está no mundo”. Golias é grande demais para errarmos sua testa (Tg 4.7, Lc 10.19).

7. O preço da aliança questionada (Mt 27.43)

O inimigo sempre irá questionar o amor de Deus e Sua aliança para conosco. Se você duvidar do amor do Senhor, você ficará totalmente paralisado. De todas as vozes que falam com você, ouça apenas a que diz: “Esse é o meu filho amando em que eu tenho prazer.” De toda certeza que você precisa ter para prosseguir em direção ao propósito de Deus, a maior é a certeza de que você é amado pelo Senhor.

Nunca se esqueça: “não há nada que você possa fazer para Deus o amar mais, e não há nada que você possa fazer para Deus o amar menos, Ele simplesmente o ama.” Nenhum ser humano pode crescer sem ter a certeza de que é amado por seu pai. Você é amado de Deus, nunca mais duvide disso. Não é pelo que você é, pelo que você faz ou deixa de fazer, mas pelo que Ele é, pelo Seu infinito amor manifesto por nós naquela Cruz. 

8. Os três grupos que o inimigo vai usar

a. Os que iam passando: Eles representam o mundo em geral (Mt 27.39).
b. Os sacerdotes, escribas e anciãos: Eles representam os religiosos (Mt 27.41).
c. Os ladrões: Eles representam os inimigos (Mt 27.44).

Esses três grupos sempre se levantarão para nos tentar parar no processo de nos tornarmos semelhantes ao Altíssimo. Não ouça nenhuma dessas vozes, apenas ouça a voz que vem de Deus. 

9. A grande tentação

A grande e final tentação pela qual seremos desafiados é a de descermos da cruz e seguirmos nossos próprios pensamentos e desejos. Descer da Cruz é abandonar o plano de Deus para nossas vidas diante das dificuldades e, arrogantemente, seguirmos nossos próprios caminhos, que muitas vezes “parecem bons, mas no final são caminhos de morte”. Jesus expulsou demônios e resistiu a satanás durante todo o Seu ministério, mas foi na cruz que Ele o venceu completamente.

Nossa vitória está em não descermos jamais da cruz. Tomar a cruz é negarmos a nós mesmos, nosso eu, nossas próprias vontades e permitir que o Senhor reine soberanamente sobre nós. É viver segundo a natureza do céu, é perdoar quem nos ofendeu, andar a segunda milha e dar a outra face. É crucificar a carne e seus apetites caídos, a fim de caminharmos em santidade para a glória de Deus. A maior libertação que podemos receber em direção ao propósito de Deus para nós é a libertação de nós mesmos, a morte do nosso eu na cruz do calvário.

10. A resposta da vitória (Mt 27.50)

Ele Se entregou ao Pai. No momento em que desistimos de tentar nos mudar e nos entregamos ao Pai, a vitória nos é dada: “Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2.20).  

11. O Propósito se Cumpriu (Mt 27.51)

 O véu se rasgou, o caminho para Deus estava aberto. Hoje todos nós podemos entrar na presença do Pai livremente. Seu sangue está sobre nós. Para nós não há mais condenação ou culpa. Levante-se para correr em direção ao propósito de Deus na presença do Pai, jogue fora toda acusação e se lance aos pés do Senhor para Ele mesmo completar a boa obra que um dia começou em sua vida. 

12. O Resultado Imediato (Mt 27.52)

Se você der as respostas que o Senhor deu naquele dia, certamente um grande mover de Deus acontecerá em você e através de você. Quando cumprimos o propósito de Deus em nós, o resultado é um grande mover imediato da parte do Pai. Quando Cristo é expresso através de homens transformados, Sua Glória é manifesta e então a terra é tocada por um grande mover.

Corramos a carreira que nos está proposta! Que nada possa nos impedir de cumprir o propósito de Deus.

O HOMEM DE DEUS

Em 1Tm6:11, o apóstolo Paulo usa a expressão – “HOMEM DE DEUS” - dirigindo-se a um jovem chamado Timóteo. Timóteo talvez estivesse passando por muitas pressões e possivelmente era um jovem com muitas fragilidades, mas certamente elas não podiam impedir que ele fosse esse Homem de Deus. Paulo via a Timóteo como um Homem de Deus, um Radical Livre.

Muitas vezes entre nós gostamos de nos referirmos aos irmãos com essa expressão, sem no entanto compreende-la plenamente; mas são estes, os jovens HOMENS DE DEUS, que poderão trazer o mover de Deus na nossa geração, estabelecendo assim, a vontade de Deus na terra.

Nós temos um encargo da parte de Deus para trabalhar com os jovens e isso não tem nada a ver com ocupar os sábados a noite com reuniões e eventos agitados, a fim de impedir que jovens sem propósito na vida, voltem-se para o mundo. Definitivamente não fomos chamados para sermos apresentadores de um programa do tipo “NAMORO NA IGREJA” aos sábados a noite e muito menos do tipo “EMBALOS GOSPEL DE SÁBADO A NOITE”.
Não estamos atrás de agitação e sim de edificação, como Paulo diz aos coríntios (2Co11:2) queremos prometer a Deus a igreja, como noiva, sem ruga e sem mácula, a um único noivo, o nosso Senhor Jesus. E temos a consciência que igreja não se edifica com crianças na fé, mas com jovens que são HOMENS DE DEUS, Radicais Livres.

O nosso encargo ao vir trabalhar com os jovens é de levantar a próxima e talvez a última geração de Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres da era dos homens caídos e sem Deus no mundo. Honestamente, nós cremos, e temos todos os motivos e evidências, para crer que essa seja, possivelmente, a última geração antes da volta do Senhor.

Fomos chamados para levantar e cooperar para a formação dos jovens Radicais Livres, dos HOMENS DE DEUS, dessa geração do avivamento, que há de preparar o caminho do Senhor. Os “Joãos Batistas” que não vivem uma forma exterior de expressão espiritual, mas que são cheios de realidade no espírito e que manifestarão a glória de Deus aos homens dessa geração promíscua e pervertida; jovens santos, completamente separados para Ele, que conhecem a Deus em intimidade e realidade, não são inimigos da cruz de Cristo, antes a conhecem por revelação sabendo que nela está a vitória, jovens que aprenderam a tocar o Senhor em adoração, sensíveis a Ele, obedientes aos pais e os servindo em honra, vivendo em relacionamentos emocionais separados da fornicação do namoro e optando pela “CORTE”, jovens que não estão ociosos, antes trabalham e concluem seus estudos até a universidade, como testemunho aos pais, se tornando modelos para os mais novos e sendo sal naquele lugar, são fiéis, servindo ao Senhor como líderes na igreja, possuindo sólido fundamento na palavra e não se deixando ser levados por toda sorte de doutrinas judaizantes, que varrem as igrejas no nosso pais ensinando forma exteriores de adoração, exigindo que se guardem dias de sábado e a volta para Jerusalém esquecendo que o verdadeiro Israel de Deus é a igreja, (para esses, exorta-nos o apóstolo Paulo: “Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo” Cls2:16-17 NVI), jovens que conheçam o Senhor da palavra, jovens que são verdadeiros HOMENS DE DEUS.

Mas em fim quem é esse jovem homem de Deus? quantos são? Como devem ser? O que devem fazer? Você se julga ser?. Na carta a Timóteo obtemos essas respostas.
Paulo escreve a Timóteo como deve ser o caráter de um homem de Deus para que ele pudesse vencer – IITm2:2-6,15. Todos que querem ser homens de Deus devem ver e buscar tal caráter.

Caráter é o que somos quando estamos sozinhos. Os dons atraem os homens, mas o caráter atrai a Deus e estabelece quem somos no mundo espiritual. Deus trabalhará em nós para produzir um caráter aprovado e útil através de várias situações, lutas e guerras que travamos no nosso viver diário (rios, ventos e chuvas) – 1Co3:10-15, Mt7:24-27

Se formos para Deus, Ele trabalhará em nós e nos dará um caráter aprovado. O caráter move a Deus. Não temamos o enfraquecer, pois Deus tudo fará.
Para explicar, Paulo lança mão de Exemplos e nós queremos ver cada um deles (IITm2:2-6,15).

O primeiro que vemos é que esse homem de Deus deve ser um MESTRE FIEL, transmitindo com fidelidade e precisão o que recebeu (nem mais, nem menos), isso é simplicidade. Mas para sermos tal mestres duas coisas são essenciais: alimentar-nos com a palavra –Itm4:6 e seguir de perto os ensinamentos apostólicos, a prática da palavra – IITm3:10.

O Transmitir a homens fiéis fala de termos um zelo para com todos e negarmos a vida da alma, abandonando toda auto capacidade, as experiências antigas e o não querer aprender com outros (quem não pode aprender, não está apto para ensinar – enquanto estamos verdes podemos amadurecer, mas quando achamos que já estamos maduros, estamos prestes a apodrecer e cair). Quando somos cheios de nós, analisamos e ensinamos de acordo com nossos conceitos (errados), por isso, o homem de Deus deve abandonar opiniões e preferências pessoais, a fim de ensinar com imparcialidade.

Esse homem de Deus que ensina deve antes saber ouvir atentamente, ouvir a Deus no espírito, saber ouvir os irmãos, ouvir em oração – sem prevenção ou parcialidade; precisa ainda ser preciso no que transmite não sendo “evangelástico”, transformando sua igreja de 3.000 membros em quase 5.000, são sim, sim e não, não; e por fim, deve aprender a gastar muito tempo com a palavra (Watchman Nee lia o N. T. todas as semanas – você já leu a bíblia toda ao menos uma vez?)

O homem de Deus não é aquele que está passando conhecimento em uma sala de discipulado, antes, é aquele que tem o encargo e a consciência de que carrega dentro de si tesouros em Deus e foi chamado para transferir seu “DNA” espiritual à aqueles que o Senhor tem colocado ao seu lado.

O homem de Deus em segundo lugar é um BOM SOLDADO – IITm2:3, possui um caráter treinado, sabe o que é obediência e sobrevivência em qualquer situação, está apto para as duras provas. Para se tornar bom soldado, precisamos disposição para sofrer o “treinamento”, Paulo estava sofrendo e desafiou Timóteo a sofrer com ele.
A vida cristã não é um mar de rosas, nem tanto um mar de sofrimentos, somente quando é preciso – 1Pe1:6, e nos sofrimentos temos comunhão com o Senhor – Rm8:17, Fl 3:10. Paulo não procurava o sofrimento, mas se alegrava quando vinha, pois sabia dos resultados. Para sermos bons soldados, precisamos nos armar com a disposição mental para o sofrimento e então não desfaleceremos quando ele vier – IPe4:1.

Vimos que o homem de Deus não se envolve em negócios dessa vida – 1Tm2:4, esta tempo integral, mesmo que esteja trabalhando fora, está pronto a todo tempo, está desprendido de tudo – 1Co7:29-32 e não possui o coração sobrecarregado com as coisas dessa vida – Lc21:34. É como diz Paulo, está vivendo como se não vivesse, comprando como se nada possuísse... É possível estar trabalhando secularmente e servindo ao Senhor cheio do Espírito.

O motivo do viver desse jovem Homem de Deus é satisfazer aquele que o arregimentou – 2Tm2:4. Não vamos a guerra por prazer, mas por convocação; o responder satisfaz ao que o arregimentou, uns todavia, preferem satisfazer ao namorado, aos amigos, pais e irmãos ou a si mesmo. O homem de Deus, porém, vive para satisfazer ao seu Senhor – nisso está o seu galardão.

Vivemos a geração do evangelho voltado para satisfazer ao homem – “venha para Jesus!!! E fique rico, e isso e mais isso e mais isso, tudo para você, você e você”, nada de errada, mas nós porem fomos chamados para pregar o evangelho genuíno da cruz, que coloca o satisfazer ao Senhor que nos arregimentou antes de nós mesmos –

“Busque o reino de Deus em primeiro lugar e todas as outras coisas te serão acrescentadas...”.

Esse homem de Deus combate o bom combate – 1Tm6:12a, combate heresias, luta pelas verdades da palavra sem no entanto contender teologia – 2Tm2:24,25, conhece autoridade e submissão, pois não há bom soldado que não se submeta aos superiores; os Homem de Deus submete-se ao Senhor e aos irmãos, pois ele sabe que não há autoridade delegada, sem antes submissão praticada; ele é vigilante, vigia no espírito, por isso estará apto a ser arrebatado – Lc12:37-43.

Temos um caráter terrível – precisamos ir a Deus para sermos mudados.
Um terceiro aspecto do homem de Deus é que ele é um atleta vencedor (2Tm2:5) e isso nos fala de dedicação e treinamento, ele tem o seu caráter desenvolvido, treinado e exercitado.

Ele é treinado no falar da parte de Deus, não por causa da sua eloqüência, mas por que foi exercitado em Deus. O homem de Deus precisa exercitar e ser treinado no seu espírito. É aquele que segunda a palavra de Deus “tem as suas faculdades espirituais exercitadas para discernir não somente o bem mas também o mal”.
Sabemos que há dois tipos do exercitar (1Tm4:7-8), um físico e um espiritual, na piedade; o físico é bom, mas para pouco aproveita diz a bíblia, não significando porém que deveríamos nos relaxar nisso. Penso que o homem de Deus não deveria permitir ao seu corpo físico o relaxo e a indisciplina, porém, o negligenciar o exercitar da piedade é inadmissível.

Nós estabelecemos em Goiânia uma vez a cada dois meses uma reunião radical com 12 horas ininterruptas de duração, onde fazemos a leitura pública da palavra por uma hora, oramos por mais uma hora e adoramos pela terceira hora, e assim giramos até completar as 12 horas de avivamento; estamos ensinando o exercitar da piedade no espírito através da palavra, da oração, adoração e do jejum. Estamos trabalhando para formar vencedores, jovens que sejam HOMENS DE DEUS.

Como Paulo estamos correndo para ganhar o prêmio, alcançar a coroa (Fl3:13,14 e 1Co9:25-27), por isso temos a consciência da necessidade do domínio próprio de um atleta, que domina o corpo, tem dieta espiritual sadia, treinamento e descanso apropriado, porém nunca perdendo a visão do prêmio.
Corremos conforme as regras da palavra de Deus, porém temos a consciência que a nossa corrida é de “revezamento 4x100”, é em equipe, sabemos que não venceremos só, fomos chamados como um corpo (2Tm4:6-8).

Em 2Tm2:6, o homem de Deus é um “Lavrador que Trabalha” e como tal possui incansável dedicação no trabalho a terra, diligência e perseverança, esse é o quarto aspecto. São lavradores que trabalham a palavra, não sendo rasos no ensinar, mas aprenderam a escavar em Deus afim de serem achados aptos para servir comida sólida e não apenas leite.

Como lavrador, o homem de Deus é paciente e sabe esperar o tempo para a planta (o novo irmão) crescer, tem consciência de que isso não é automático. Todo lavrador é generoso no ofertar (2Co9:6,7), pois ele sabe que quem muito semeia, muito colherá. Está sempre atento, sabe que cada instante é perigoso: a chuva, o calor excessivo, a praga, tudo pode levar a colheita a se perder, por isso é necessário ao lavrador trabalhar dia e noite.

Nós somos a lavoura de Deus e como seus lavradores somos chamados a diligencia (Rm12:11). Servimos a Deus com zelo e fervor, vencemos a preguiça e a indolência (Pv26:13-15).Precisamos rejeitar nosso caráter preguiçoso para sermos lavradores que trabalham com zelo e diligência.
E por fim chegamos ao quinto e último aspecto do que deve ser o caráter de um jovem homem de Deus.

Ele deve ser um obreiro que não tem do que ser envergonhar (2Tm2:15)
Sua vida, seu casamento, escola, trabalho, dívidas e compromissos são irrepreensíveis, não há nada que o faça se envergonhar, seu testemunho natural é também positivo.

Paulo diz também que esse homem de Deus deve manejar bem a palavra da verdade, seu falar deve ser totalmente baseado na pura e reta palavra de Deus e não nas suas próprias interpretações ou em tradições humanas, a bíblia explica a bíblia. Ele evita conversas inúteis e profanas (2Tm2:16,17) que como câncer gradativamente se espalha para destruir o corpo.

Timóteo foi chamado de servo e apóstolo. O homem de Deus não é simplesmente um irmão que serve em uma cidade, é um servo de Deus, um enviado de Deus e serve às igrejas. Existimos para abençoar o corpo.
Não podemos ser subjetivos, que pensa e age à sua própria maneira, não dá ouvido a outros e nem ouve o que pensam, que julga tudo subjetivamente, analisa, decide e determina tudo sozinho, é independente.

O homem de Deus possui um caráter humilde e aceita a opinião dos outros. Pessoas subjetivas gostam de interferir nos problemas pessoais dos outros. Podemos emitir opiniões, mas não sejamos senhores dos outros, não decidimos por elas, nem controlamos suas vidas.
Paulo sempre recomendou cautela a Timóteo – 1Tm5:22
Para que sejamos jovens que não tem do que se envergonhar temos que considerar os tipos abrangidos nessa palavra:
  •  Mestre fiel
  •  Bom soldado
  •  Atleta coroado
  • Lavrador que trabalha

Se quisermos ter o caráter de Cristo, de homem de Deus, precisamos levar esses assuntos em oração diante do Senhor, meditar nessas coisas e colocá-las em prática.
Se quisermos ser aprovados como vencedores, não pode haver em nós nada que nos possa envergonhar

Essa palavra diz respeito a todos que servem ao Senhor, ninguém está excluído.
Se constantemente estivermos ponderando nessa palavra e permitindo que ela nos exponha e corrija, certamente seremos homens de Deus que não tem do que se envergonhar, jovens vencedores.

Avalie hoje sua vida e se coloque diante de Deus em humilhação, arrependimento e clamor, para que pelo seu Espírito, pela Sua palavra e circunstâncias Ele possa formar em nós o seu caráter.

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